Da sala do poder à cela: a queda de Rogério Gago, o “Tigrão” da ALERO

Da influência nos corredores da ALE à ficha no presídio
Depois da queda, o coice. O ex-todo poderoso Rogério Gago, diretor geral da Assembleia Legislativa de Rondônia, ao ser “fichado” na sua chegada ao presídio. Guardião dos segredos da família Redano (leia-se deputado Alex Redano, presidente da ALE, e Carla Redano, prefeita de Ariquemes), Gago, mais conhecido por Tigrão, não dormiu em casa na noite anterior ao dia de sua prisão.
Ele se hospedou num hotel de luxo em Porto Velho, onde a Polícia Federal foi acordá-lo nas primeiras horas da manhã. Gago estava com a namorada e foi preso acusado de comandar um esquema de rachadinha na Assembleia. Entre outros supostos crimes. Gago ou Tigrão está junto com a família Redano há muito tempo. É tão íntimo a ponto de responder ao mesmo processo de improbidade administrativa ainda do tempo que o deputado era um simples vereador em Ariquemes. Não se espere dele uma delação premiada. Nem que fique muito tempo preso.

Tem informação demais para ser abandonado na cadeia. É um verdadeiro arquivo vivo. E sabe muito bem que seu futuro, assim como seu passado, está atrelado aos Redanos. Como Alex vai se reeleger agora em outubro, se não for preso antes, ou se reeleger preso mesmo, para Tigrão, é vida que segue. Sua prisão é só mais um pequeno contratempo na sua histórica ascensão meteórica ao poder. Tanto poder que ele é conhecido como o vigésimo quinto deputado. Mais com um diferencial fundamental: em determinados momentos, Tigrão mandava mais do que o próprio presidente do Poder Legislativo Estadual, e mais do que toda a Mesa Diretora.
