Declaração polêmica: “Empresário, olha a rede social do teu funcionário ai e conferes se ele fez ‘L’”, diz deputada
A derrota de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pela Presidência da República levou a deputada estadual Índia Armelau (PL), a mais votada do Rio de Janeiro, a defender uma medida contra trabalhadores que apoiaram o presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Nesta segunda-feira (26), ela usou suas redes sociais para incentivar empresários a verificar as preferências políticas de seus funcionários e sugeriu que não mantenham em seus quadros empregados que tenham votado no petista.
A manifestação ocorreu um dia depois da reeleição de Lula, em uma virada considerada histórica no segundo turno. Índia, que já havia questionado o resultado das urnas e manifestado apoio à iniciativa de Flávio Bolsonaro de pedir a anulação da votação, passou a direcionar suas críticas também aos trabalhadores que apoiaram o presidente.
Na publicação, a deputada aconselhou os donos de empresas a examinar as redes sociais de seus empregados para identificar manifestações de apoio ao PT. “Empresário, olha a rede social do teu funcionário ai e conferes se ele fez ‘L’”, escreveu.
Na sequência, sugeriu que a preferência eleitoral dos trabalhadores deveria ser considerada na decisão de mantê-los empregados. “Acho que não faz sentido nenhum manter na tua empresa quem odeia empresários”, concluiu.
Deputada atuou na campanha de Flávio Bolsonaro
Índia Armelau foi uma das parlamentares do PL que mais se empenharam em manter a candidatura de Flávio Bolsonaro em evidência no estado do Rio de Janeiro, principal reduto político da família do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Durante a campanha presidencial, a deputada publicou vídeos frequentes em defesa do senador e participou de mobilizações políticas no Centro do Rio, ao lado de outros parlamentares do partido.
Em uma dessas iniciativas, chegou a abordar eleitores de Lula para questioná-los sobre os motivos que os levaram a apoiar o candidato petista. As ações fizeram parte de sua estratégia de mobilização do eleitorado conservador fluminense.
Após a confirmação da derrota de Flávio Bolsonaro, Índia também passou a questionar os números da votação.
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