Delegado influencer caiu no golpe da compra de um imóvel

Publicado em: 19/05/2026 19:43

Eita! O delegado Matheus Zanatta, caiu em um suposto golpe, na compra de um imóvel em Teresina. Ele adquiriu um imóvel em 2024, de um empreendimento que estava sendo construído, após quitar todo o pagamento, em 2025, ele foi registrar o imóvel. Porém, ao chegar no cartório, descobriu que esse mesmo apartamento já estava no nome de uma empresa, que o recebeu como quitação de um pagamento

De acordo com informações obtidas pela reportagem, o delegado Matheus Lima Zanatta e a médica Ana Leticia Ramos Bezerra de Alencar Zanatta firmaram, em outubro de 2024, um contrato de cessão de direitos referente a uma das unidades do empreendimento. O antigo titular dos direitos era Guilherme Barroso Langoni de Freitas.

A negociação teve anuência expressa da Vanguarda Engenharia, representada por Jivago de Castro Ramalho. No contrato assinado eletronicamente em outubro de 2024, a construtora declarou que o imóvel estava “livre e desembaraçado de todos e quaisquer ônus judiciais e extrajudiciais”.

Ainda conforme a documentação, o valor da negociação foi dividido entre R$ 98 mil pagos ao cedente e aproximadamente R$ 264 mil destinados à própria construtora, em parcelas mensais posteriormente quitadas. A Vanguarda chegou a emitir termo reconhecendo a quitação dos valores.

O problema surgiu quando o casal tentou registrar o imóvel em cartório. Eles foram informados de que a matrícula da unidade havia sido aberta apenas em outubro de 2025 e que o apartamento já constava como objeto de dação em pagamento em favor da Casa de Pedra Securitizadora.

Consultas ao sistema do Judiciário apontam ainda que a Vanguarda Engenharia responde a diversas ações semelhantes, circunstância mencionada no boletim de ocorrência registrado pelas vítimas.

Diante da repercussão do caso, o delegado-geral da Polícia Civil do Piauí, Luccy Keiko Leal Paraíba, designou o delegado Francirio Lopes Queiroz, diretor de Inteligência da instituição, para conduzir as investigações. O inquérito foi instaurado oficialmente na segunda metade do mês de março.

A reportagem tentou contato com o delegado Matheus Lima Zanatta, apontado como vítima no caso, mas não obteve resposta até o fechamento desta edição. A equipe também não conseguiu localizar contatos de Jivago de Castro Ramalho nem da Vanguarda Engenharia para manifestação sobre as acusações investigadas pela Polícia Civil.

Fonte: Portal AZ

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