Deputado petista preso e condenado há 36 anos de prisão, tenta a reeleição de dentro da cadeia

Publicado em: 07/08/2026 10:06
O deputado estadual Binho Galinha (Avante-BA) teve sua candidatura à reeleição oficializada pelo partido, mesmo estando preso preventivamente e condenado, em primeira instância, a 36 anos e 9 meses de prisão. O parlamentar foi representado por sua irmã durante a convenção partidária, já que está detido desde julho deste ano.
A condenação foi proferida pela Justiça da Bahia no âmbito da Operação El Patrón, que investigou crimes relacionados ao Estatuto do Desarmamento. A sentença determinou o cumprimento da pena em regime fechado, mas a defesa recorre da decisão. Como a condenação ainda não transitou em julgado, seus direitos políticos permanecem válidos, o que permite o registro da candidatura, conforme prevê a legislação eleitoral.
Binho Galinha integra o partido Avante, legenda que compõe a base de apoio do governador Jerônimo Rodrigues (PT) na Bahia. A manutenção de sua candidatura gerou críticas e debates nas redes sociais, especialmente pelo fato de o parlamentar tentar a reeleição enquanto permanece preso.
O caso ainda depende da análise da Justiça Eleitoral, que decidirá se a candidatura poderá seguir até o pleito ou se haverá impedimento em razão do andamento do processo judicial.
A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) voltou ao centro de debates nas redes sociais após divulgar um pedido de doações para sua campanha eleitoral de 2026. A publicação reacendeu críticas de parte dos internautas, que resgataram uma foto em que a parlamentar aparece com uma bolsa da grife italiana Bottega Veneta, cujo modelo novo é avaliado em até R$ 27.420.
A imagem havia gerado repercussão anteriormente. Na ocasião, o Poder360 informou que o acessório correspondia a um modelo comercializado nessa faixa de preço. Procurada pelo veículo, Erika Hilton afirmou que “os valores são todos falsos, isso não existe”, referindo-se às estimativas divulgadas sobre suas roupas e acessórios.
Nas redes sociais, críticos apontaram uma suposta contradição entre o pedido de contribuições financeiras para a campanha e a imagem associada a um item de luxo. Já apoiadores da deputada argumentaram que não há impedimento para que candidatos realizem arrecadação eleitoral dentro das regras previstas pela legislação e destacaram que não há comprovação de que a bolsa utilizada por Erika tenha sido adquirida pelo valor divulgado
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não irá interferir nas investigações da Polícia Federal que envolvem seu filho, o empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha.
Segundo Haddad, o governo pretende respeitar a autonomia das investigações. Ao comentar o caso, ele declarou: “Lula vai deixar a Polícia Federal trabalhar porque, a nós, interessa a verdade.”
A declaração ocorreu em meio à repercussão das apurações envolvendo Lulinha e rapidamente ganhou destaque nas redes sociais. Enquanto apoiadores afirmam que a fala reforça o compromisso do governo com a independência da Polícia Federal, críticos questionam o andamento e os desdobramentos das investigações

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