Desânimo cresce: confiança do consumidor brasileiro recua e atinge pior nível em seis meses
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
O nível de confiança do consumidor brasileiro voltou a cair em fevereiro e alcançou o menor patamar dos últimos seis meses, indicando maior cautela das famílias diante do cenário econômico atual.
Dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV) mostram que o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) recuou 1,2 ponto no mês, chegando a 86,1 pontos — o resultado mais baixo desde agosto de 2025, quando o indicador marcou 85,5 pontos. A queda representa o segundo recuo consecutivo do índice, reforçando um ambiente de maior preocupação entre os brasileiros.
Segundo a pesquisa, o principal fator responsável pelo resultado negativo foi a piora nas expectativas em relação ao futuro econômico. O Índice de Expectativas caiu 2,6 pontos, atingindo 88,7 pontos, refletindo especialmente o aumento do pessimismo sobre a situação financeira das famílias e a intenção de compra de bens de maior valor.
Veja também
Diesel e gasolina caem em fevereiro e etanol sobe por fatores sazonais, aponta IPTL
Banco Master é uma pancada no sistema bancário brasileiro, diz Haddad
Entre os indicadores analisados, a percepção sobre as finanças familiares nos próximos meses apresentou uma das quedas mais expressivas, enquanto o interesse na aquisição de itens como eletrodomésticos e veículos também diminuiu, sinalizando retração no consumo planejado.
Apesar do cenário mais cauteloso em relação ao futuro, a avaliação sobre o momento atual da economia apresentou leve melhora. O Índice de Situação Atual avançou 0,9 ponto, chegando a 83,5 pontos, indicando uma percepção um pouco mais estável do presente, embora ainda marcada por incertezas.
Economistas apontam que o alto nível de endividamento das famílias e a manutenção dos juros em patamar elevado continuam pressionando o orçamento doméstico. Com crédito mais caro e menor margem financeira, consumidores tendem a adiar gastos e decisões de compra importantes, o que impacta diretamente a atividade econômica.




