Durante o debate na Globo Lula não pode mentir e agora?
A TV Globo anunciou uma cobertura especial para verificar as declarações de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) durante o debate previsto para está sexta-feira (23).
Segundo a publicação, uma equipe de mais de 30 jornalistas do Grupo Globo ficará responsável por analisar as falas dos candidatos e divulgar as verificações em tempo real.
As checagens serão apresentadas em diferentes veículos do grupo, incluindo o g1, O Globo, Valor Econômico, Extra e CBN. As afirmações poderão ser classificadas como “fato”, “não é bem assim” ou “fake”.
De acordo com o comunicado, a equipe vai priorizar informações que possam ser verificadas com dados e fontes objetivas. Opiniões, ofensas e previsões sobre o futuro não serão tratadas como afirmações factuais.
O anúncio coloca a checagem de informações no centro da cobertura do debate, em um momento em que as declarações dos dois políticos devem gerar grande repercussão nas redes sociais

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a provocar debate nas redes sociais após mencionar pessoas com autismo em uma crítica ao governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Lula afirmou que sua gestão está ampliando o atendimento às mães atípicas, fortalecendo a educação inclusiva e aumentando o apoio às famílias. Na mesma fala, acusou o governo Bolsonaro de ter proposto medidas que permitiriam o uso de eletrochoques em pessoas autistas.
A declaração gerou reações entre internautas, que questionaram a afirmação e cobraram esclarecimentos sobre a proposta mencionada pelo presidente.
O episódio também trouxe novamente à discussão uma fala anterior de Lula, na qual ele usou a expressão “um parafuso a menos” ao se referir a pessoas com problemas mentais. A declaração foi criticada por ser considerada ofensiva a pessoas com transtornos mentais.
A discussão reacendeu o debate sobre o respeito às pessoas com deficiência e a responsabilidade de autoridades públicas ao tratar de temas relacionados à saúde mental e ao autismo

A advogada Maria Claudia Bucchianeri, responsável pela equipe jurídica da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), fez duras críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante uma entrevista coletiva à imprensa, nesta quinta-feira (22), no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília.
Durante a coletiva, a advogada questionou a proposta inicial de Lula de disponibilizar apenas os dados bancários, fiscais e telefônicos dos últimos oito anos e defendeu que a análise seja ampliada para abranger o período desde 2003, quando o petista assumiu a Presidência pela primeira vez.
“Lula está no poder há quase 20 anos, então a gente precisa saber se nesse período ele e sua família e empresas enriqueceram”, declarou Maria Claudia.
Segundo a advogada, a população brasileira tem o direito de saber se houve algum tipo de enriquecimento ilícito envolvendo o presidente, seus familiares ou empresas ligadas a eles durante os períodos em que Lula exerceu o poder.
A representante de Flávio também cobrou informações sobre despesas realizadas com cartões corporativos da Presidência, registros de entrada e saída dos palácios do Planalto e da Alvorada e dados telefônicos de Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, ex-chefe de gabinete do presidente.
A polêmica começou durante o debate presidencial realizado pela Band, no último domingo (18), quando Lula desafiou Flávio Bolsonaro a abrir seus sigilos bancário, fiscal e telefônico para esclarecer questionamentos sobre patrimônio e possíveis irregularidades.
Após a troca de exigências entre as campanhas, os dois candidatos assinaram nesta quinta-feira (22), no TSE, um acordo para a abertura mútua de informações, incluindo dados de familiares.
Apesar do entendimento, Maria Claudia afirmou que a equipe de Flávio pretende verificar primeiro se Lula apresentou toda a documentação solicitada.
“Se eles trouxerem tudo, a gente traz”, declarou a advogada, ao explicar a posição da campanha.
A equipe jurídica de Lula, por sua vez, sustenta que o presidente aceitou o desafio e exige a mesma transparência de Flávio Bolsonaro e de seus familiares.
Até o momento, as declarações da advogada representam questionamentos da campanha adversária e não comprovam que Lula ou seus familiares tenham enriquecido ilicitamente.
A disputa sobre a abertura dos sigilos acontece às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para domingo (25), e coloca novamente a transparência patrimonial dos candidatos no centro do debate político.
E você, o que achou da declaração da advogada? Acredita que os dois candidatos deveriam divulgar integralmente seus sigilos bancários, fiscais e telefônicos?
