Egocêntrico ou ingrato: Depois de tentar escantear Marcos Rocha, Fúria tenta se livrar de Expedito Junior
Depois de tentar se afastar do governador Marcos Rocha para não ter que carregar o peso de um governo desgastado pela baixa popularidade e ineficiência em setores como saúde e segurança pública, o candidato a governador pelo PSD, ex-prefeito de Cacoal, Adailton Fúria volta a dar provas de egocentrismo e ingratidão. Desta vez foi a vítima foi o ex-senador e ex-presidente do PSD, Expedito Junior, que parece ter sido tirado do jogo político de Fúria, como se tira uma pedra do sapato, ou esquecido como um lande de escada que lhe ajudou a subir, mas ficou para trás.
Com Marcos Rocha, apesar de ter indicado diversos cargos no atual governo desde que o governador entrou no partido e assumiu o controle do PSD, como o secretário de saúde, que é de Cacoal, por exemplo, Fúria, por inúmeras vezes negou ser o candidato do governo do estado e do próprio governador e sua esposa Luana. Também nega que seu eventual governo será uma continuidade do atual governo, desrespeitando o acordo feito lá no início quando o partido foi atrás do governador para não só integrar a legenda, mas para ser o comandante da sigla a partir de então.
A negação a Marcos Rocha não deu muito certo, a população associa a candidatura de Fúria ao governo do estado e sabe que uma vitória de fúria significa mais quatro anos da atual gestão, com um rosto um pouco diferenciado, mas com o mesmo “modus perandis”, ou seja, a mesma forma de trabalhar e conduzir o estado, a mesma cartilha, com promessa de resultados diferentes.
Desde que assumiu o comando do PSD, numa migração articulada por Expedito Junior, que na época era o presidente regional do partido e foi até o Palácio Rio Madeira pessoalmente para conversar com o governador e lhe fazer o convite para que fosse candidato ao senado pela legenda, Rocha escancarou as portas para os integrantes do seu novo partido. Deputados estaduais da legenda aumentaram o número de cargos comissionados, Fúria indicou secretarias e diretorias importantes na estrutura do governo, emendas parlamentares dos correligionários passaram a ser liberadas com maior facilidade e agilidade para que fossem executadas antes das eleições e o partido também também ganhou cadeiras na Assembleia Legislativa, , como é o caso do deputado Eyder Brasil, que deixou o PL agora é candidato à reeleição pelo PSD. Marcos Rocha não saiu candidato ao senado, mas manteve a palavra e os compromissos com Fúria, mesmo sendo rejeitado publicamente, mostrando ombridade e compromisso, o que não acontece por parte de Fúria, que malandramente ainda tenta se esconder do governo do estado, aproveitando o bônus e fugindo do ônus. Mas esquece que a conta sempre chega.
A convenção do PSD realizada no último fina de Semana em Porto Velho estava cheia. Tirando os familiares dos candidatos, o restante eram todos cargos comissionados do governo, que são mais de 5 mil em todo o estado, que lotaram ônibus no interior (pagos não se sabe por quem) para vir a Porto Velho para balançar bandeiras. Nada contra, pois cada um tem que correr atrás do seu pão de cada dia, ou do seu emprego para os próximos quatro anos. O que incomoda é a ingratidão, o egocentrismo e a malandragem.
Assim como tentou fazer com Marcos Rocha, Fúria está fazendo com Expedito Junior. O Ex-senador está sendo escanteado por Fúria depois de tudo o que fez para que a candidatura do ex-prefeito de Cacoal fosse viável. Tanto que nem compareceu na convenção do PSD e não tem mais se manifestado nas redes sociais como habitualmente fazia antes de ser repelido por fúria, como se faz com um mosquito num piquenique ou com qualquer outro inseto indesejado.
É certo que Expedito Junior há muito tempo deixou de ser referência política, mas mantém uma grande liderança em todo o estado e, mesmo que não a tivesse mais, foi figura central para a candidatura de Fúria. Não merece ser rejeitado, repelido, como se ninguém fosse.
Alguns alegam o afastamento de Expedito Junior da campanha de Fúria pelo fato do seu filho, Expedito Netto, ser candidato ao governo pelo Partido dos Trabalhadores, mas a maioria sabe que isso não tem nada a ver com a atual situação entre Fúria e Expedito, até porque, para quem sonha em ir para o segundo turno, ter alguém próximo da esquerda pode ser benéfico em termos eleitorais em um futuro próximo.
O que acontece é que Fúria é egocêntrico e tem se mostrado ingrato com todos que o ajudam. Foi assim com o atual prefeito de Cacoal, Tony Pablo, foi assim com o governador Marcos Rocha, com o Secretário Chefe da Casa Civil Elias Rezende, com o seu indicado à Secretaria de Saúde Edilton Oliveria dos Santos (que não conseguiu tirar o pé do chão ainda) e está sendo assim com Expedito Júnior e será assim com o povo lá na frente. É questão de índole, é pessoal, ninguém tira. Prova disso é um entrevista a um portal de notícias da capital durante a convenção, onde tirou de Expedito Junior o mérito de toda a articulação e de forma mais ecogêntrica impossível, afirmou que Expedito não teve nada a ver com a articulação, que não deve favores a ninguém e que o mérito da candidatura é totalmente sua.
São atitudes como esta que diferenciam um líder de um garoto despreparado, acostumado a dar cavalo de pau e fazer barulho nas ruas. São atitudes como essas de fúria na pré-campanha que mostram o despreparo, a inabilidade de articular, de convergir. Um líder precisa ter tato, precisa saber conversar com todos os lados, precisa aceitar opinião e precisa saber que nada se constrói sozinho. Um governo se constrói com pontes, não com muros. Adailton Fúria está optando pelo caminho errado. Corre o risco de ser atropelado pelo próprio ego e acabar sozinho, como costuma acontecer com quem acha que é uma ilha e acaba sendo inundado pela própria arrogância e ingratidão.


Por Assessoria
