EM MAIS UM ATAQUE ÀS INSTITUIÇÕES, LULA CLASSIFICA LAVA JATO COMO “GRANDE MENTIRA DO SÉCULO 21”
Publicado em: 23/05/2026 11:04
Presidente voltou a criticar operação e atacou Moro e Dallagnol em entrevista à TV Brasil
Em mais um ataque direto às instituições que combateram a corrupção no Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a desqualificar a Operação Lava Jato, classificando-a como “a grande mentira do século 21” no país. A declaração foi feita durante entrevista ao programa Sem Censura, da TV Brasil, emissora pública vinculada ao governo federal, na sexta-feira, 22 de maio de 2026.
Sem apresentar novas evidências, Lula repetiu o discurso já conhecido e atacou de forma contundente o ex-juiz Sergio Moro e o ex-procurador Deltan Dallagnol, a quem chamou de “monstros” fomentados pela imprensa. Segundo o presidente, a operação não provou nada, apesar de ter resultado em dezenas de condenações, devoluções de bilhões de reais aos cofres públicos e revelações de um esquema bilionário de propina envolvendo a Petrobras e grandes empreiteiras.
A fala de Lula ocorre em um contexto no qual ele próprio foi investigado, condenado em primeira e segunda instâncias pela Lava Jato e, posteriormente, beneficiado por decisões do Supremo Tribunal Federal que anularam os processos por questões processuais. Críticos veem nas declarações uma tentativa de reescrever a história de uma das maiores operações anticorrupção da América Latina, que expôs o envolvimento de políticos, partidos e empresas em um sistema sofisticado de corrupção.
O presidente ainda acusou a Lava Jato de destruir empresas e gerar desemprego, ignorando que os prejuízos apontados por ele foram causados principalmente pelos desvios bilionários cometidos durante governos petistas, conforme delações e provas colhidas na operação. A ausência de pedidos de desculpas por parte da imprensa e dos operadores da Lava Jato também foi cobrada por Lula, em tom de cobrança a quem cumpriu seu papel de investigar e punir crimes.
A entrevista reforça o padrão do atual governo de questionar instituições e agentes que atuaram contra a corrupção sistêmica, em um momento em que o país ainda convive com as consequências econômicas e morais dos escândalos revelados pela operação que o presidente insiste em tentar apagar da memória nacional.
Foto: PR