Endividamento das famílias brasileiras sobe e bate novo recorde histórico de 80,4%
Recorde anterior pertencia a fevereiro, quando índice bateu os 80,2%. A inadimplência ficou estável em relação ao mês anterior
Uma pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) mostra que o endividamento das famílias brasileiras alcançou um novo recorde histórico, com 80,4% dos lares com algum tipo de dívida no início de 2026. O número indica que mais de 8 em cada 10 famílias no país têm contas em atraso, uso de crédito ou obrigações financeiras a cumprir.
O levantamento também aponta que uma parcela significativa desse endividamento está associada a contas de consumo e crédito rotativo, como faturas de cartão de crédito e empréstimos pessoais, que tendem a ter juros mais altos. Esse perfil pode agravar a dificuldade das famílias em conseguir equilibrar o orçamento mensal.
Especialistas ouvidos no estudo destacam que a elevação das taxas de juros e o aumento de preços de bens e serviços nos últimos meses estão entre os fatores que pressionaram a capacidade de pagamento das famílias. Com menos renda disponível, muitos consumidores recorrem a crédito para suprir necessidades básicas ou enfrentar imprevistos.
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Além disso, a pesquisa indica que os brasileiros estão reservando uma parte maior da renda para pagar dívidas, o que reduz a capacidade de poupança e afeta o consumo de outros produtos e serviços. Esse cenário pode ter efeitos negativos sobre a economia, já que o consumo é componente importante do crescimento econômico.
Analistas recomendam que os consumidores busquem planejamento financeiro, evitem o uso excessivo de crédito rotativo e priorizem a quitação de dívidas com juros mais altos para reduzir o impacto no orçamento familiar.
O recorde no endividamento ocorre em um momento em que ainda há incertezas sobre a evolução da economia, emprego e renda, reforçando a importância de políticas públicas e estratégias de educação financeira para ajudar famílias a enfrentar esse desafio.




