Escândalo em Brasília: ministros apontam esquema sujo de venda de emendas e deputados ficam na mira da justiça
Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo
Ministro Cristiano Zanin durante sessão plenária do STF
Um verdadeiro escândalo político veio à tona e pode abalar os bastidores do poder em Brasília. O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, afirmou nesta terça-feira que existem “robustas provas” de que os deputados Josimar Maranhãozinho, Pastor Gil e Bosco Costa teriam participado de um esquema pesado de corrupção passiva envolvendo a suposta venda de emendas parlamentares.
Durante o julgamento, o ministro foi direto ao ponto e revelou mensagens comprometedoras encontradas pela Polícia Federal, que mostram negociações, cobranças de dinheiro e até envio de dados bancários. O clima é de tensão total, já que os diálogos indicariam, segundo ele, um caminho inequívoco para a prática criminosa.
De acordo com o relato, o esquema funcionava com pressão e até intimidação, em um cenário onde todos os envolvidos sabiam exatamente o que estava acontecendo. Zanin destacou que não foram poucas as provas e que bastaria apenas a solicitação de propina para configurar o crime, mas neste caso há indícios ainda mais graves, incluindo a confirmação de pagamentos.
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O nome de Josimar Maranhãozinho aparece como peça central do suposto esquema, sendo apontado como liderança nas articulações. A acusação é de que os três parlamentares atuaram juntos para exigir vantagens indevidas em troca da liberação de recursos públicos.
As defesas tentaram rebater dizendo que não havia ligação com emendas parlamentares, mas o ministro descartou essa versão, afirmando que documentos comprovam claramente a origem dos recursos destinados ao município de São José de Ribamar. Também não colou o argumento de que valores trocados entre os envolvidos seriam apenas empréstimos, já que as conversas indicariam ligação direta com atividades ilícitas.
Outro ponto levantado foi a tentativa de afastar a acusação contra Bosco Costa por ele ser de outro estado, mas o ministro foi enfático ao dizer que isso não muda nada, já que não se tratava de ação política, e sim de atividade criminosa.
O caso é considerado de extrema gravidade pela Procuradoria-Geral da República, que já pediu punição firme. Segundo a denúncia, o grupo teria cobrado cerca de R$ 1,7 milhão em propina para liberar aproximadamente R$ 6,7 milhões em emendas, em um esquema que pode ir muito além de um único município.
Agora, o Brasil acompanha atento os próximos passos desse julgamento explosivo, que pode terminar com condenações pesadas e novas revelações ainda mais chocantes.




