Estudo chinês encontra propriedade em planta para tratar calvície

Publicado em: 12/02/2026 10:44
Estudo chinês encontra propriedade em planta para tratar calvície
Foto: Reproduçao

Estudo analisou compostos da raiz He Shou Wu e identificou atuação em múltimos mecanismos ligados à queda de cabelo.

Um estudo realizado por pesquisadores chineses sugere que uma planta amplamente utilizada na medicina tradicional do país pode ter potencial no tratamento da calvície. A pesquisa, publicada em dezembro no Journal of Holistic Integrative Pharmacy, analisou os efeitos da raiz Polygonum multiflorum, conhecida como He Shou Wu, sobre a queda de cabelo.

 

A medicina tradicional chinesa é praticada há milhares de anos e reúne terapias baseadas em ervas, acupuntura e outras abordagens naturais. De acordo com os autores do estudo, algumas dessas plantas vêm despertando interesse científico por apresentarem propriedades que podem contribuir para a saúde capilar, especialmente em casos de alopecia androgenética a forma mais comum de calvície.

 

A alopecia androgenética é caracterizada pelo afinamento progressivo dos fios e pode afetar tanto homens quanto mulheres. Segundo dados citados por pesquisadores da Universidade Farmacêutica de Guangdong, na China, a condição atinge aproximadamente 21,3% dos homens e 6% das mulheres no país, com aumento da incidência entre pessoas mais jovens.

 

Veja também 

Revistas

 

Chocolate faz mal ou bem? Especialistas esclarecem mitos e verdades sobre o doce

 

Túneis gigantes encontrados no Brasil intrigam cientistas por origem não humana

 

Os tratamentos mais utilizados atualmente, como minoxidil e finasterida, costumam agir em apenas um dos mecanismos da doença e podem provocar efeitos colaterais, o que leva parte dos pacientes a buscar alternativas terapêuticas.

 

Ao revisar estudos já publicados, os pesquisadores observaram que compostos presentes na raiz do Polygonum multiflorum, como o TSG e a emodina, podem atuar em diferentes etapas do ciclo de crescimento do cabelo. Entre os efeitos identificados estão a redução da ação do hormônio DHT, associado à queda dos fios; a proteção das células do folículo capilar; a ativação de vias biológicas relacionadas à formação de novos fios; e a melhora da circulação sanguínea no couro cabeludo.

 

Essa atuação em múltiplos alvos diferencia a planta dos medicamentos convencionais, que normalmente têm ação limitada a um único mecanismo. Apesar dos resultados promissores, os autores ressaltam que grande parte das evidências ainda se baseia em estudos laboratoriais ou experimentais, e não em ensaios clínicos amplos com seres humanos.

 

 

 

A revisão conclui que a raiz utilizada na medicina tradicional chinesa apresenta potencial terapêutico relevante, mas reforça a necessidade de pesquisas clínicas bem controladas para confirmar a eficácia, estabelecer doses seguras e avaliar possíveis riscos e interações medicamentosas. Até que essas etapas sejam concluídas, não há recomendação clínica definitiva para o uso da planta no tratamento da calvície.

LEIA MAIS

Compartilhar

Faça um comentário