EUA COLOCAM PCC E COMANDO VERMELHO NA MIRA APÓS DECLARAÇÃO DE SECRETÁRIO DE GUERRA

Publicado em: 14/08/2026 12:51

Pete Hegseth afirma que organizações classificadas como terroristas podem ser consideradas “alvos legítimos” em ações realizadas em coordenação com países parceiros, ampliando o debate sobre a atuação dos EUA contra facções criminosas na América Latina.

O secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou nesta quinta-feira (13) que organizações classificadas como terroristas poderão ser consideradas “alvos legítimos” do governo americano em ações realizadas em conjunto com países parceiros.
A declaração ocorreu durante uma coletiva de imprensa no Panamá, quando Hegseth foi questionado sobre a possibilidade de operações dos Estados Unidos contra grupos armados que atuam na Colômbia.
Segundo o secretário, a política americana poderá alcançar organizações terroristas designadas oficialmente pelos Estados Unidos, desde que as operações ocorram em coordenação com governos parceiros.
Entre os grupos mencionados no contexto colombiano estão dissidentes das antigas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) e integrantes do Exército de Libertação Nacional (ELN).
Hegseth, porém, ampliou sua resposta e afirmou que organizações terroristas designadas poderão ser tratadas como “alvos legítimos” do governo dos Estados Unidos, em cooperação com países aliados.
A declaração chama atenção também no Brasil porque, segundo a reportagem do Metrópoles, o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) foram classificados pelos Estados Unidos como organizações terroristas estrangeiras.
Com essa classificação, as duas facções brasileiras estariam, em tese, dentro da categoria mencionada pelo chefe do Pentágono ao falar sobre possíveis ações americanas contra organizações consideradas terroristas.
Uma eventual operação envolvendo PCC ou Comando Vermelho teria impacto direto sobre o Brasil, já que as duas organizações possuem suas principais estruturas e áreas de atuação em território brasileiro.
Apesar do endurecimento do discurso, a classificação americana não significa automaticamente que haverá uma intervenção militar no Brasil. Até o momento, as medidas relacionadas às designações incluem principalmente sanções financeiras, como bloqueio de bens e ativos sujeitos à jurisdição dos Estados Unidos.
A declaração de Hegseth, entretanto, amplia o debate sobre até onde Washington pretende levar sua estratégia de combate às organizações classificadas como terroristas na América Latina, especialmente diante da inclusão de grandes facções criminosas brasileiras nessa categoria.
Foto: Divulgação

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