EUA COLOCAM PCC E CV NA MESMA LISTA DE GRUPOS TERRORISTAS QUE ESTADO ISLÂMICO, HAMAS E AL-QAEDA

Publicado em: 29/05/2026 09:02

EUA COLOCAM PCC E CV NA MESMA LISTA DE GRUPOS TERRORISTAS QUE ESTADO ISLÂMICO, HAMAS E AL-QAEDA

Classificação americana amplia pressão internacional sobre facções brasileiras e reforça cooperação global contra o crime organizado

O governo dos Estados Unidos oficializou a inclusão do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) na lista de organizações terroristas estrangeiras, colocando as facções brasileiras ao lado de alguns dos grupos mais perigosos do mundo, como Al-Qaeda, Estado Islâmico (ISIS), Hamas, Hezbollah e Talibã.
A decisão foi anunciada pelo secretário de Estado americano, Marco Rubio, que justificou a medida afirmando que as organizações criminosas brasileiras ultrapassaram as fronteiras nacionais e passaram a representar ameaça internacional. Segundo Rubio, o alcance das facções “se estende por toda a região e também aos Estados Unidos”.
Com a nova classificação, PCC e CV passam a ser tratados pelo governo americano dentro da mesma estrutura de combate utilizada contra grupos extremistas internacionais envolvidos com terrorismo, financiamento ilícito, tráfico internacional e ameaças à segurança global.
Na prática, a medida permite aos EUA ampliar sanções econômicas, congelar ativos financeiros, bloquear operações bancárias e intensificar ações de inteligência contra qualquer pessoa, empresa ou instituição suspeita de ligação com as facções brasileiras. A decisão também fortalece a cooperação internacional para monitorar rotas de tráfico, lavagem de dinheiro e movimentações financeiras ligadas ao crime organizado.
Autoridades americanas afirmam que PCC e CV expandiram significativamente suas operações internacionais nos últimos anos, criando conexões com organizações criminosas na América Latina, Europa e outros mercados ligados ao tráfico internacional de drogas e armas.
A inclusão das facções na lista terrorista dos EUA provocou forte repercussão política no Brasil. Enquanto integrantes da oposição defenderam a medida como necessária para endurecer o combate ao crime organizado, aliados do governo Lula demonstraram preocupação com possíveis impactos diplomáticos e jurídicos.
Pela legislação brasileira, PCC e CV continuam sendo classificados apenas como organizações criminosas, já que a Lei Antiterrorismo exige motivação política, ideológica ou religiosa para enquadramento como grupo terrorista. Mesmo assim, especialistas avaliam que a decisão americana pode gerar efeitos práticos relevantes no sistema financeiro internacional e aumentar a pressão sobre o Brasil para adotar medidas mais rígidas contra as facções.
A repercussão também cresceu após relatos de que autoridades americanas discutiram o avanço das facções brasileiras em reuniões com aliados do ex-presidente Donald Trump e parlamentares ligados ao bolsonarismo, incluindo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Com a decisão, PCC e Comando Vermelho passam oficialmente a integrar uma das listas mais rígidas da política internacional americana, reservada a organizações consideradas ameaças diretas à segurança nacional dos Estados Unidos e de seus aliados.
Foto: Divulgação

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