EUA enviam representantes ao Acre para conhecer atuação das forças na fronteira
Comitiva passou por áreas próximas à Bolívia e ao Peru

Representantes da Embaixada dos Estados Unidos estiveram no Acre para conhecer de perto como as forças de segurança atuam nas regiões de fronteira com a Bolívia e o Peru. A agenda incluiu visitas a bases policiais, áreas de fronteira e reuniões para apresentação das estratégias adotadas no enfrentamento à criminalidade.
A programação começou na segunda-feira (10), em Rio Branco, com uma visita à Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública do Acre (Sejusp). No local, os representantes conheceram as forças que atuam no estado e os principais investimentos realizados na área de segurança pública.
Nesta terça-feira (11), a comitiva seguiu para a base do Grupo Especial de Fronteira (Gefron), onde acompanhou uma apresentação sobre o trabalho desenvolvido pelo grupo e os desafios encontrados no combate aos crimes que atravessam as fronteiras brasileiras.
A agenda também levou os representantes americanos a áreas de fronteira nos municípios de Capixaba e Brasileia, na divisa com a Bolívia, e Assis Brasil, na fronteira com o Peru.
A visita permitiu que a comitiva conhecesse de perto a realidade enfrentada pelos agentes que trabalham na região amazônica, marcada pela extensa faixa de fronteira e pela circulação de pessoas e mercadorias entre diferentes países.
Cooperação entre as forças
Além de conhecer as operações realizadas no Acre, a agenda também abriu espaço para discutir possíveis formas de cooperação entre os dois países, principalmente nas áreas de troca de informações e treinamento.
“É uma visita que nos traz a possibilidade de cooperação na área de informações e cooperação na área de treinamentos”, destacou o diretor operacional da Sejusp, Atahualpa Ribeira.
O coordenador do Gefron, Assis dos Santos, afirmou que a comitiva teve contato com autoridades policiais que apresentaram a dinâmica da região e os principais desafios enfrentados no controle das fronteiras.
“Eles vieram conhecer a dinâmica da fronteira brasileira, tiveram contato com autoridades policiais, que explicaram como funciona essa dinâmica, e entenderam as complexidades e os desafios das operações de fronteira na Amazônia”, afirmou.
A passagem pelo Acre faz parte de uma agenda voltada ao conhecimento das estratégias utilizadas pelas forças brasileiras em uma das regiões de fronteira mais estratégicas da Amazônia.
