Evento patrocinado pelo Master em Londres teve chefe da PF

Publicado em: 14/02/2026 14:10
Andrei Rodrigues esteve presente em evento que contou com participação do ministro Dias Toffoli

Paulo Moura

Diretor geral da PF, Andrei Rodrigues Foto: José Cruz/Agência Brasil

A participação do ministro Dias Toffoli em um evento patrocinado pelo Banco Master entrou no centro do pedido de suspeição apresentado pela Polícia Federal (PF) no âmbito das investigações sobre a instituição financeira. No entanto, outras autoridades participaram da mesma agenda, entre elas o ministro Alexandre de Moraes e o diretor-geral da própria PF, Andrei Rodrigues.

pleno-news

De acordo com informações do site Poder360, o diretor da corporação teria ficado no hotel The Peninsula London, onde as diárias partem de valores elevados, de cerca de R$ 6,8 mil, em uma consulta para datas entre 24 e 26 de abril deste ano.

Leia também1 Erika Hilton desfila com faixa de “presidenta” no carnaval de SP
2 Naufrágio em Manaus deixa dois mortos e sete desaparecidos
3 Delegados da PF querem lei para que possam pedir suspeição
4 Isenção do IR: 67% dos brasileiros dizem que não se beneficiaram
5 Exército afirma que general pode receber visita íntima na prisão

O pedido de suspeição integra um relatório de cerca de 200 páginas entregue pessoalmente por Andrei Rodrigues ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, no último dia 10. O conteúdo foi discutido em reunião reservada entre os ministros da Corte, que posteriormente divulgaram nota rechaçando a tese de impedimento.

Além da participação em eventos patrocinados pelo Banco Master, a PF mencionou outros elementos para sustentar a suspeição. Entre eles, a ligação da empresa familiar Maridt — da qual Toffoli é sócio — com um investimento no resort Tayayá envolvendo fundo relacionado ao Master.

Enquanto relator, Toffoli se envolveu em episódios que aumentaram a pressão sobre a permanência dele na relatoria, como a viagem para assistir à final da Libertadores em 2025 no avião de um empresário com ligações indiretas a investigados e decisões tomadas no âmbito do inquérito, incluindo a imposição de sigilo e a determinação de que novas diligências contra o banco passassem pelo crivo do STF.

Compartilhar

Faça um comentário