Evite quatro defeitos graves na comunicação e seja um ótimo orador

Publicado em: 01/02/2026 14:30


Embora cada pessoa tenha características próprias, alguns defeitos são bastante comuns. Só o fato de ter consciência de que eles precisam ser afastados faz com que as qualidades da comunicação se sobressaiam naturalmente e tornem a imagem do orador mais positiva e admirada. Os quatro problemas mais frequentes são:

Falta de concatenação lógica do raciocínio

Muitos oradores, até os mais experientes, não sabem organizar o raciocínio de forma lógica e concatenada. Com frequência, não conseguem ordenar as ideias e acabam truncando a sequência do pensamento. Alguns entram diretamente no assunto, sem preparar de maneira adequada os ouvintes para receber a mensagem. Outros repetem etapas, tornando a exposição cansativa e desestimulante.

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Não são poucos os que trocam a ordem das frases ou até suprimem passagens relevantes para a compreensão do público. As apresentações acabam se transformando em uma verdadeira colcha de retalhos, em que as ideias são expostas sem um fio condutor claro.

Há também quem parta precipitadamente para a conclusão, sem desenvolver os argumentos ou refutar objeções. Essa ordenação didática da fala é fundamental para que os resultados sejam alcançados. O caminho é simples e pode ser praticado com relativa facilidade.

Conquiste os ouvintes logo no início da apresentação. Uma frase de impacto, que tenha relação direta com o tema, ou a exposição clara dos benefícios que a plateia terá com as informações que irá receber, ajuda a despertar o interesse. Um comentário bem-humorado, surgido do próprio ambiente, pode tornar o discurso mais leve e atraente desde o começo.

Em seguida, esclareça qual o assunto que será desenvolvido, o problema a ser solucionado e as etapas da exposição. Depois dessa preparação, apresente os argumentos, refute possíveis objeções, utilize um exemplo para ilustrar e conclua, convidando à reflexão ou à ação.

Insegurança diante do público

Sentir medo ao falar em público é normal. O que não pode acontecer é permitir que esse desconforto domine a apresentação. Se o nervosismo for evidente, os ouvintes poderão interpretá-lo como falta de conhecimento ou de autoridade sobre o assunto.

Para dominar esse sentimento, é preciso conhecer o tema com profundidade, organizar a exposição com início, preparação, desenvolvimento e conclusão e praticar bastante, até se familiarizar com a situação de falar diante de outras pessoas. Também é importante identificar as próprias qualidades de comunicação: saber, por exemplo, se tem boa voz, vocabulário amplo, presença de espírito, postura adequada ou gesticulação harmoniosa.

Não ter controle da expressão corporal

A boa postura e a gesticulação eficiente não são apenas uma questão estética. Elas exercem influência decisiva na percepção dos ouvintes. O filósofo social inglês Anthony Giddens, no livro Modernidade e identidade, defende a tese de que “aprender a tornar-se um agente competente, capaz de se juntar aos outros em bases iguais na produção e reprodução de relações sociais, é ser capaz de exercer um monitoramento contínuo e bem-sucedido da face e do corpo”.

Para alguém se sentir seguro e competente, precisa manter domínio sobre o corpo em todas as situações sociais. Além disso, o autor afirma que “ser um agente competente significa não só manter tal controle contínuo, mas ser percebido pelos outros quando o faz”. Dois pontos merecem atenção. O primeiro é a necessidade de monitorar o corpo para se sentir no controle das ações e transmitir confiança. O segundo é que esse domínio precisa ser percebido pelas outras pessoas.

Não identificar as características dos ouvintes

Quem aborda um tema diante de plateias diferentes como se todas fossem iguais comete um grave erro de comunicação. Cada público deve ser tratado de maneira adequada. Entre as características mais importantes a serem observadas estão a faixa etária, o nível intelectual e o conhecimento prévio que os ouvintes têm sobre o assunto.

Para os mais jovens, é recomendável falar de planos, de futuro e de desafios. Para os mais idosos, o resultado costuma ser melhor quando as referências remetem ao passado e às conquistas alcançadas. Se o nível intelectual for mais baixo, as informações devem ser simples e facilmente compreensíveis. Por outro lado, quando o público tem nível intelectual elevado, a linguagem pode ser mais elaborada e complexa.

Diante de especialistas, a exposição não pode ser superficial, pois perderá relevância e despertará desinteresse. Já no caso de pessoas leigas, o tema não deve ser tratado com profundidade excessiva. Evitando esses erros de comunicação, o resultado das apresentações tende a ser melhor, e a imagem do orador será percebida de forma mais positiva, conquistando, assim, a admiração dos ouvintes.

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