‘Fácil criticar no ar-condicionado’, diz sgt da PM ao rebater deputado Rodrigo Camargo 

Publicado em: 15/07/2026 11:51

EM DEFESA DOS POLICIAIS: ‘Fácil criticar no ar-condicionado’, diz sgt da PM ao rebater deputado Rodrigo Camargo  –

Rondoniaovivo.com

Uma publicação nas redes sociais gerou repercussão e clima de tensão entre parlamentares e policiais militares que atuam na linha de frente em Porto Velho (RO).

O sargento PM Machado utilizou suas redes sociais para rebater de forma contundente as críticas feitas pelo deputado estadual Delegado Rodrigo Camargo (Podemos) a respeito de uma operação policial realizada no condomínio Orgulho do Madeira, na data de ontem (14).

A manifestação do parlamentar teria criticado a atuação da polícia, que esteve no residencial para apagar pichações feitas por membros da facção criminosa Comando Vermelho (CV).

“Combate à criminalidade dentro de escritório?”

Em um tom de desabafo e visível indignação, o sargento Machado pquestionou a legitimidade das críticas do deputado, apontando um distanciamento entre a atuação de gabinete e a realidade enfrentada diariamente pelas forças de segurança nas ruas.

“Deputado, para o senhor que não sabe, hoje fizemos uma operação dentro do Orgulho do Madeira. Quem é o senhor pra falar alguma coisa? No ar-condicionado é fácil criticar, né?”, disparou o policial.

O sargento continuou o posicionamento classificando a fala do deputado como um desrespeito à tropa:

“O senhor quer falar de combate a criminalidade dentro de um escritório? Para com isso. Sua fala é até um desrespeito com quem estava na operação nossa dentro do Orgulho do Madeira hoje. Estamos no combate ao crime todos os dias, enquanto o senhor está no ar criticando.”

A ação policial no residencial Orgulho do Madeira, local historicamente afetado pela atuação de organizações criminosas na capital, teve como um dos objetivos principais a retirada de demarcações visuais e pichações com ameaças de tiros a motoristas de aplicativo que não entrassem no local com os vídeos dos automóveis baixados.

Para os policiais que atuam na ponta, a ação representa uma resposta indispensável do Estado para retomar território e garantir a ordem pública, contestando a visão de que a intervenção seria de menor relevância.

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