General venezuelano Luis Gerardo Reyes Rivero para atuar como adido militar da Venezuela no Brasil gerou repercussão política e diplomática.
A nomeação do general venezuelano Luis Gerardo Reyes Rivero para atuar como adido militar da Venezuela no Brasil gerou repercussão política e diplomática. O militar é acusado de ter participado da repressão a protestos contra o governo de Nicolás Maduro e está sob sanções dos Estados Unidos desde 2024.
Segundo o Ministério das Relações Exteriores, a autorização para que ele exerça a função foi concedida após um parecer favorável do Ministério da Defesa. O Itamaraty informou que apenas comunicou oficialmente a decisão às autoridades venezuelanas, seguindo os procedimentos diplomáticos.
A escolha provocou críticas de parlamentares e reacendeu o debate sobre a relação do governo brasileiro com a Venezuela. Críticos afirmam que a nomeação pode passar uma mensagem negativa diante das acusações envolvendo violações de direitos humanos.
Até o momento, o governo brasileiro sustenta que o processo seguiu as regras previstas para a concessão do chamado beneplácito diplomático, autorização necessária para que representantes estrangeiros possam exercer determinadas funções no país.
