Suposta denúncia de estupro de vulnerável será analisada antes de decisão do stf sobre abertura de investigação
A Polícia Federal enviou ao Supremo Tribunal Federal um pedido de autorização para abrir inquérito contra o deputado federal Alfredo Gaspar, do PL de Alagoas, para investigar suposta prática de estupro de vulnerável.
O caso foi distribuído ao ministro Gilmar Mendes, que atua como relator. Na última semana, o magistrado abriu prazo para que a Procuradoria-Geral da República, comandada por Paulo Gonet, se manifeste sobre o pedido antes de decidir se autoriza ou não a investigação.
A representação que originou o pedido partiu dos parlamentares Lindbergh Farias, do PT do Rio de Janeiro, e Soraya Thronicke, do Podemos de Mato Grosso do Sul. Eles acusam o deputado de suposto estupro de vulnerável contra uma menor de 13 anos.
Alfredo Gaspar nega veementemente as acusações, classificando-as como infundadas e motivadas por retaliação política. O parlamentar, que foi relator da CPMI do INSS, afirma que o caso seria uma forma de pressão após os trabalhos da comissão, que investigou supostas irregularidades no sistema previdenciário e apontou indícios contra diferentes atores políticos.
Como forma de comprovar sua inocência, Gaspar informou que realizou exame de DNA, cujo resultado foi entregue à polícia científica de Alagoas. Ele também apresentou queixa-crime no STF, na PGR e na PF contra Lindbergh Farias e Soraya Thronicke por calúnia, injúria e denunciação caluniosa.
Por enquanto, o inquérito ainda não foi aberto. A decisão final depende do parecer da Procuradoria-Geral da República e da análise do ministro Gilmar Mendes.
O caso ganhou repercussão após o intenso embate ocorrido durante as sessões da CPMI do INSS, quando Gaspar trocou acusações com parlamentares da oposição ao governo.
Foto: Estadão