Goleiro Bruno pede R$ 4 milhões à Band e acusa emissora de perseguição

Condenado pelo assassinato de Eliza Samudio, Bruno Fernandes, conhecido como goleiro Bruno, processa a Band e pede R$ 4 milhões de indenização por danos morais e violação de direito de imagem. A ação também inclui Catia Fonseca, que deixou a emissora em 2025, como ré. Bruno afirma que reportagens exibidas desde 2022 no programa “Melhor da Tarde” configuram uma perseguição e teriam dificultado sua tentativa de conseguir novos trabalhos.
No processo, o ex-goleiro contesta matérias e vídeos que retomam o caso Eliza Samudio e cita críticas feitas por Catia sobre a relação dele com o filho que teve com a vítima. Bruno também tentou impedir novas reportagens sobre o caso e menções a seu nome no programa, mas o pedido foi negado pela Justiça. A juíza Juliana Gonçalves Figueira afirmou que a liberdade de expressão deve prevalecer enquanto não houver conteúdo comprovadamente falso ou criminoso e destacou que Bruno é uma pessoa pública envolvida em um processo de grande repercussão.
Bruno foi condenado em 2013 a 22 anos e 3 meses de prisão por homicídio triplamente qualificado, sequestro, cárcere privado e ocultação de cadáver no caso Eliza Samudio. Após período em liberdade condicional, ele voltou a ser preso em maio por descumprimento de medidas cautelares, entre elas regras de recolhimento noturno. A ação contra a Band tramita na 1ª Vara Cível de Cabo Frio, no Rio de Janeiro, e ainda não tem previsão de julgamento definitivo.
