Governo quer saber origem do vírus que ameaça a volta das ararinhas à natureza

Publicado em: 27/11/2025 11:04
Governo quer saber origem do vírus que ameaça a volta das ararinhas à natureza
Foto: Reprodução

Até agora 31 aves teriam testado positivo, mas órgão ambiental e criadouro discordam sobre o método usado nas avaliações

O circovírus que ameaça desde abril a reintrodução da ararinha-azul (Cyanopsitta spixii) na Caatinga baiana já teria infectado 31 aves – 11 já em vida livre e outras 20 num criadouro conservacionista no município de Curaçá, de onde os emplumados aguardam liberação na natureza. Em nota enviada a ((o))eco, o ICMBio – coordenador da reintrodução da espécie – disse não estar confirmado se o vírus teve origem fora do Brasil ou entre animais que já estavam no país. “Esta hipótese está sob investigação de nossa equipe técnica”, ressaltou.

 

O órgão não descarta que o patógeno tenha chegado com aves vindas em janeiro do criadouro alemão ACTP (sigla em Inglês da Associação para a Conservação de Papagaios Ameaçados). À época, um dos 41 animais testou inicialmente positivo, mas ele seguiu viagem após exames posteriores o isentarem da contaminação.

 

Segundo Ugo Vercillo, diretor da ONG Blue Sky Caatinga e do Criadouro Ararinha-azul, as aves passaram por isolamento e exames no país europeu e na chegada ao Brasil, e os resultados – todos teriam sido negativos para qualquer enfermidade – foram conhecidos pelas autoridades brasileiras.

 

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“Depois de investir milhões na construção e implementação do criadouro, qual seria o ganho para o projeto em trazer uma ave com resultado positivo para um vírus que poderia comprometer a soltura de 2025 e todo o plantel do criadouro?”, indagou o biólogo.

 

Foto: Reprodução

 

Conforme Vercillo, o circovírus é registrado há cerca de 30 anos em criadouros, feiras, centros de reabilitação, pet shops e casas em vários estados brasileiros. Ele também citou solturas oficiais e não oficiais de aves, fugas de cativeiros e intenso comércio ilegal, inclusive em áreas próximas a Curaçá.

 

 

 

“É pouco crível que nenhuma ave nativa ou exótica infectada tenha alcançado o ambiente natural e que o patógeno tenha permanecido restrito apenas ao cativeiro”, destacou. Confira aqui a íntegra de sua resposta.

 

Fonte: O Eco

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