Homem condenado por se passar por padre e cobrar por missas é encontrado morto em apartamento em SP

Publicado em: 07/11/2026 11:00

Homem condenado por se passar por padre e cobrar por missas é encontrado morto em apartamento em SP

Marcos Rodrigues Fontana, de 65 anos, condenado por se apresentar como padre e cobrar dinheiro para celebrar missas, foi encontrado morto na manhã desta quinta-feira (5/11), em um apartamento na Alameda Barão de Limeira, no bairro de Campos Elíseos, região central de São Paulo.

Segundo a Polícia Civil, dias antes de morrer, Fontana havia registrado um boletim de ocorrência relatando ameaças. Ele também afirmou ter sido vítima de homofobia durante uma discussão com um homem branco, de aproximadamente 40 anos.

Na ocasião, o suspeito teria dito que uma facada anterior “não seria nada” perto do que ainda faria contra ele.

O companheiro da vítima contou aos policiais militares que Fontana tinha problemas de saúde, entre eles hérnia abdominal e hipertensão arterial, além de apresentar episódios de convulsão. Ele havia recebido alta médica na segunda-feira (2/11), após permanecer internado por 25 dias na Santa Casa.

O boletim de ocorrência da morte foi registrado no 2º Distrito Policial, no Bom Retiro. O caso é tratado como morte suspeita e está sob investigação.

Fontana já havia sido condenado a três anos de prisão por estelionato, mas, mesmo após a condenação, voltou a se apresentar como padre e a enganar fiéis em São Paulo.

Conforme reportagem do Metrópoles, ele teria se aproximado de uma família, reconstruído a imagem de monsenhor e conquistado a confiança das pessoas ao participar de momentos íntimos. Depois, passou a pedir dinheiro sob a alegação de que precisava manter um orfanato.

A artista plástica Elisa Stecca, uma das responsáveis por denunciar Fontana, contou ao Metrópoles que manteve contato com ele por mais de dez anos. Durante esse período, o homem se apresentava como padre e conquistou a confiança da família.

“Enganar as pessoas usando a fé, ainda mais envolvendo crianças, é algo muito grave. É podre, extremamente cruel, de uma crueldade atroz”, declarou Elisa.

Um boletim de ocorrência relacionado às denúncias foi registrado em 24 de março. O caso passou a ser investigado pelo 36º Distrito Policial.

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