Homem mata a própria mãe por briga de conta de luz e convive com cadáver em Minas Gerais
A mulher foi morta no domingo de Páscoa e o filho escondeu o corpo dela até a quarta (8/4), quando ele confessou o crime à polícia
Um crime bárbaro chocou a cidade de Campo Belo, no Sul de Minas, na última quarta-feira (8). Jorge Miguel da Silva, de 27 anos, foi preso em flagrante suspeito de assassinar a própria mãe, Rosilene Pedro da Silva Pereira, de 52 anos. O crime teria sido motivado por uma discussão banal relacionada com o valor da conta de energia elétrica da residência onde ambos moravam.
De acordo com as investigações da Polícia Civil, o homicídio ocorreu ainda no domingo, mas o suspeito manteve o corpo da mãe escondido dentro da casa, no bairro Arnaldos, durante três dias. A farsa só foi descoberta após vizinhos e familiares estranharem o desaparecimento de Rosilene e a polícia ser acionada. Jorge foi detido no local e, segundo as autoridades, apresentava um comportamento frio diante da situação.
A perícia indicou que a vítima foi morta com um golpe fatal no pescoço. Um detalhe que chamou a atenção dos investigadores foi o depoimento de um comerciante local, que entregou à polícia uma machadinha levada pelo suspeito para ser afiada com urgência pouco antes do crime. A ferramenta está a ser analisada para confirmar se foi utilizada como arma no assassinato ou na tentativa de ocultação.
Veja também

Homem é encontrado em caixa de descarga após tentar fugir da polícia
O caso está a ser tratado como feminicídio e ocultação de cadáver. Durante o interrogatório, surgiram informações de que Jorge já demonstrava comportamentos agressivos anteriormente. A brutalidade do crime, somada ao facto de o filho ter convivido com o corpo da mãe em decomposição por tanto tempo, causou revolta na comunidade local, que acompanhou o trabalho da perícia sob forte comoção.

Foto: Reprodução
Rosilene foi velada e sepultada na tarde desta quinta-feira (9) no Cemitério Alto das Mercês. Além do agressor, ela deixa outros dois filhos. Jorge Miguel da Silva permanece preso e, se condenado por homicídio qualificado e ocultação de cadáver, poderá enfrentar uma pena superior a 40 anos de prisão.




