Integrantes de facção criminosa são condenados por onda de ataques que deixou mais de 10 mortos em RO
Réus foram condenados por participação em organização criminosa, incêndio, tentativa de incêndio, explosão e dano qualificado. Operação escudo de Rondônia
Porto Velho, RO – A Justiça de Rondônia condenou 21 integrantes de uma organização criminosa a penas de até 40 anos de prisão. Eles atuaram em ataques ocorridos em janeiro de 2025.
Os atentados duraram cerca de uma semana e deixaram mais de 10 mortos. O conflito começou após o assassinato do policial militar Fábio Martins.
O grupo planejava crimes por aplicativos de mensagens, inclusive de dentro de presídios. Os alvos incluíram prédios públicos, ônibus e veículos particulares.
A investigação resultou na Operação Escudo de Rondônia, em 20 de agosto de 2025. Foram cumpridos 31 mandados de prisão e 28 de busca.
Esta é a segunda condenação do caso. Anteriormente, em março de 2026, outras 11 pessoas foram condenadas no âmbito da Operação Rescaldo.
Vinte e uma pessoas foram condenadas por envolvimento nos ataques que aconteceram em janeiro de 2025, em Porto Velho. As penas chegam a 40 anos, 4 meses e 15 dias de prisão. A condenação foi obtida pelo Ministério Público de Rondônia (MPRO), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao
A sentença foi dada pela 3ª Vara Criminal de Porto Velho. Os réus, que não tiveram os nomes divulgados, foram condenados por participação em organização criminosa, incêndio, tentativa de incêndio, explosão e dano qualificado.
Contexto: Mais de 10 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas durante os ataques que duraram aproximadamente uma semana. O estopim dos conflitos foi o assassinato do policial militar Fábio Martins (assista o vídeo acima).
Segundo as investigações, a organização criminosa tinha pessoas responsáveis por dar ordens, planejar e executar os ataques. As ordens eram enviadas por aplicativos de mensagens, inclusive de dentro do sistema prisional, e repassadas aos outros integrantes.
Entre os ataques investigados estão incêndios contra ônibus escolares e coletivos, veículos particulares e prédios públicos, além de atos de depredação.
Penas
Quatro condenados receberam as maiores penas: 40 anos, 4 meses e 15 dias de prisão, em regime inicialmente fechado. Eles também terão que cumprir penas de detenção e pagar multa.
A segunda maior pena foi de 27 anos, 5 meses e 25 dias de prisão, além de detenção e multa.
Os demais condenados receberam penas diferentes, de acordo com os crimes pelos quais foram responsabilizados.
A Justiça também determinou que as armas e munições apreendidas sejam encaminhadas ao Exército para destruição.
Outros objetos apreendidos durante a investigação, como galões e garrafas com gasolina, um simulacro de arma de fogo e celulares, também deverão ser destruídos.
Investigação
O caso começou a ser investigado pela Polícia Civil de Rondônia, com participação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), da Delegacia Especializada em Repressão a Extorsões, Roubos e Furtos (DERF), da Força-Tarefa Integrada de Combate ao Crime Organizado de Rondônia (FTICCO/RO) e da Polícia Técnico-Científica (Politec).
A investigação buscou identificar quem teria dado as ordens e quem participou da execução dos ataques contra instituições públicas e privadas em diferentes cidades de Rondônia.
A Operação Escudo de Rondônia foi realizada em 20 de agosto de 2025. Na época, foram cumpridos 31 mandados de prisão preventiva e 28 mandados de busca e apreensão, autorizados pela Justiça.
A operação contou com equipes da Polícia Civil, DERF, FTICCO/RO, Politec, Grupo de Ações Penitenciárias Especiais (Gape), Secretaria de Estado da Justiça e Gerência de Aviação do Estado
Esta é a segunda condenação relacionada aos ataques de janeiro de 2025. Em março de 2026, 11 pessoas foram condenadas em um processo da Operação Rescaldo.
Por g1 RO
