Integrantes de facção criminosa são condenados por onda de ataques que deixou mais de 10 mortos em RO

Publicado em: 16/09/2026 10:25


Réus foram condenados por participação em organização criminosa, incêndio, tentativa de incêndio, explosão e dano qualificado. Operação escudo de Rondônia

(Foto: Polícia Civil/Divulgação)

Porto Velho, RO – A Justiça de Rondônia condenou 21 integrantes de uma organização criminosa a penas de até 40 anos de prisão. Eles atuaram em ataques ocorridos em janeiro de 2025.

Os atentados duraram cerca de uma semana e deixaram mais de 10 mortos. O conflito começou após o assassinato do policial militar Fábio Martins.

O grupo planejava crimes por aplicativos de mensagens, inclusive de dentro de presídios. Os alvos incluíram prédios públicos, ônibus e veículos particulares.

A investigação resultou na Operação Escudo de Rondônia, em 20 de agosto de 2025. Foram cumpridos 31 mandados de prisão e 28 de busca.

Esta é a segunda condenação do caso. Anteriormente, em março de 2026, outras 11 pessoas foram condenadas no âmbito da Operação Rescaldo.

Vinte e uma pessoas foram condenadas por envolvimento nos ataques que aconteceram em janeiro de 2025, em Porto Velho. As penas chegam a 40 anos, 4 meses e 15 dias de prisão. A condenação foi obtida pelo Ministério Público de Rondônia (MPRO), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao

Crime Organizado (Gaeco).

A sentença foi dada pela 3ª Vara Criminal de Porto Velho. Os réus, que não tiveram os nomes divulgados, foram condenados por participação em organização criminosa, incêndio, tentativa de incêndio, explosão e dano qualificado.

Contexto: Mais de 10 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas durante os ataques que duraram aproximadamente uma semana. O estopim dos conflitos foi o assassinato do policial militar Fábio Martins (assista o vídeo acima).

Segundo as investigações, a organização criminosa tinha pessoas responsáveis por dar ordens, planejar e executar os ataques. As ordens eram enviadas por aplicativos de mensagens, inclusive de dentro do sistema prisional, e repassadas aos outros integrantes.

Entre os ataques investigados estão incêndios contra ônibus escolares e coletivos, veículos particulares e prédios públicos, além de atos de depredação.

Penas

Quatro condenados receberam as maiores penas: 40 anos, 4 meses e 15 dias de prisão, em regime inicialmente fechado. Eles também terão que cumprir penas de detenção e pagar multa.

A segunda maior pena foi de 27 anos, 5 meses e 25 dias de prisão, além de detenção e multa.

Os demais condenados receberam penas diferentes, de acordo com os crimes pelos quais foram responsabilizados.

A Justiça também determinou que as armas e munições apreendidas sejam encaminhadas ao Exército para destruição.

Outros objetos apreendidos durante a investigação, como galões e garrafas com gasolina, um simulacro de arma de fogo e celulares, também deverão ser destruídos.

Investigação

O caso começou a ser investigado pela Polícia Civil de Rondônia, com participação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), da Delegacia Especializada em Repressão a Extorsões, Roubos e Furtos (DERF), da Força-Tarefa Integrada de Combate ao Crime Organizado de Rondônia (FTICCO/RO) e da Polícia Técnico-Científica (Politec).

A investigação buscou identificar quem teria dado as ordens e quem participou da execução dos ataques contra instituições públicas e privadas em diferentes cidades de Rondônia.

A Operação Escudo de Rondônia foi realizada em 20 de agosto de 2025. Na época, foram cumpridos 31 mandados de prisão preventiva e 28 mandados de busca e apreensão, autorizados pela Justiça.

A operação contou com equipes da Polícia Civil, DERF, FTICCO/RO, Politec, Grupo de Ações Penitenciárias Especiais (Gape), Secretaria de Estado da Justiça e Gerência de Aviação do Estado

(Gave).

Esta é a segunda condenação relacionada aos ataques de janeiro de 2025. Em março de 2026, 11 pessoas foram condenadas em um processo da Operação Rescaldo.

Por g1 RO

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