Jair Bolsonaro decide que PL vai ter candidatura própria a presidência do Senado e descarta apoio ao Alcolumbre

Publicado em: 31/10/2026 15:45

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) decidiu, em conjunto com Valdemar Costa Neto, presidente nacional do Partido Liberal, lançar uma candidatura própria à presidência do Senado Federal em fevereiro de 2027. A decisão representa uma rejeição às articulações para apoiar a reeleição do atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

O principal nome escolhido pela legenda é o senador Rogério Marinho (PL-RN), ex-ministro do governo Bolsonaro. Segundo informações divulgadas pela imprensa, o partido pretende oficializar sua candidatura na próxima semana, buscando fortalecer a oposição e ampliar sua influência nas decisões do Congresso Nacional.

O PL também pretende priorizar a pauta da anistia e da redução das penas dos condenados pelos acontecimentos de 8 de Janeiro. Parlamentares da legenda demonstram resistência às negociações com Alcolumbre e defendem mudanças na condução do Senado, especialmente em relação às pautas defendidas pela oposição.

Com uma bancada prevista de 29 senadores a partir de 2027, o PL terá mais de um terço das 81 cadeiras do Senado. Apesar da força parlamentar, o partido precisará conquistar apoio de outras legendas para alcançar os 41 votos necessários à eleição do presidente da Casa.

Uma declaração atribuída a um médico que afirma trabalhar no Sistema Único de Saúde (SUS) desde 2003 chamou atenção pelas críticas às prioridades do governo federal na área da saúde. A manifestação questiona a promessa de disponibilizar medicamentos para emagrecimento na rede pública enquanto pacientes enfrentam dificuldades para conseguir exames essenciais ao diagnóstico de doenças graves.

“Eu sou médico e trabalho pelo SUS desde 2003. Não posso votar num governo que promete Mounjaro quando pessoas com câncer morrem na fila esperando uma biópsia”, diz a declaração atribuída ao profissional. A crítica destaca a preocupação com a demora no diagnóstico do câncer, situação que pode comprometer as possibilidades de tratamento e recuperação dos pacientes.

O governo Lula anunciou planos para ampliar o acesso a canetas emagrecedoras pelo SUS, embora a proposta em avaliação envolva principalmente medicamentos à base de semaglutida, e não especificamente o Mounjaro. Enquanto isso, o próprio Ministério da Saúde reconheceu que, em alguns estados, resultados de biópsias chegavam a demorar de seis a sete meses, anunciando iniciativas para acelerar esses procedimentos.

O episódio coloca em discussão as prioridades dos investimentos na saúde pública brasileira. Embora medicamentos contra a obesidade também tenham importância no tratamento de doenças, a demora na realização de exames oncológicos continua sendo uma preocupação. A imagem divulgada apresenta o perfil do médico Romeu Bertoia, mas não foi possível confirmar de forma independente que a declaração tenha sido publicada por ele.

A deputada estadual Índia Armelau (PL), reeleita como a parlamentar mais votada do Rio de Janeiro, provocou repercussão após sugerir que empresários demitam funcionários que apoiaram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A declaração foi publicada nas redes sociais na segunda-feira (26), um dia após a derrota de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições presidenciais.

Na publicação, Índia aconselhou empresários a verificar as redes sociais de seus empregados para identificar quem havia feito o gesto do “L”, associado aos apoiadores de Lula. Em seguida, escreveu: “Acho que não faz sentido nenhum manter na tua empresa quem odeia empresários”.

A declaração levou o Ministério Público do Trabalho (MPT) a entrar com uma ação civil pública contra a parlamentar, solicitando uma indenização de R$ 500 mil por danos morais coletivos. Para o órgão, a manifestação poderia estimular o assédio eleitoral e a discriminação de trabalhadores por suas convicções políticas. A Justiça do Trabalho determinou, em decisão liminar, que a deputada deixasse de incentivar demissões por motivos políticos e retirasse as publicações, sob pena de multa diária de R$ 5 mil.

Após a repercussão, Índia Armelau afirmou que suas palavras foram interpretadas de maneira equivocada e negou ter incentivado demissões em massa. A parlamentar declarou que respeita a diversidade de opiniões políticas e que sua preocupação estava relacionada à confiança entre empregadores e funcionários. Segundo ela, as publicações foram apagadas para evitar novos conflitos.

Fontes: Ministério Público do Trabalho do Rio de Janeiro, Agência Brasil e CNN Brasil.

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