Léo rompe trégua com Hildon Chaves; Fúria vira alvo; e Sofia Andrade “ameaça” Coronel Chrisóstomo

Quando a disputa política ultrapassa as fronteiras e deixa o país no prejuízo
CARO LEITOR, o tarifaço de 25% dos EUA sobre produtos brasileiros começou a vigorar na meia noite de hoje (22), representando um duro golpe para a economia nacional. Com estimativas de prejuízo em torno de R$ 11 bilhões, a medida ameaça exportações, empregos, investimentos e a competitividade de setores estratégicos. Em momentos como este, o interesse nacional deveria prevalecer sobre disputas ideológicas e eleitorais. Por isso, causa perplexidade que Eduardo Bolsonaro, Paulo Figueiredo e o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) tenham defendido junto ao presidente Donald Trump (Republicanos) a adoção das tarifas contra o Brasil. Independentemente das divergências políticas internas, incentivar sanções econômicas que atingem empresas, trabalhadores e produtores brasileiros significa transferir os custos da disputa para milhões de cidadãos. Patriotismo se demonstra defendendo o país, sua economia e sua soberania, jamais comemorando ou estimulando medidas que enfraquecem o Brasil perante o mundo.
Alegações
As alegações de Donald Trump (Republicano) para impor tarifas ao Brasil incluem supostas práticas desleais no comércio digital, barreiras ao etanol americano, falhas no combate ao desmatamento da Amazônia e políticas ligadas ao Pix, apontadas como distorções comerciais.
Contradição
Os Estados Unidos se retiraram de importantes acordos ambientais internacionais, mas citam o desmatamento na Amazônia como justificativa para impor o tarifaço ao Brasil. A aparente contradição levanta dúvidas sobre o peso dos argumentos ambientais na decisão comercial.
PIX
Os EUA também miraram o Pix, alegando distorções no mercado de pagamentos. A medida é vista como uma tentativa de proteger gigantes americanas de cartões, como Visa e Mastercard, diante do avanço do sistema brasileiro gratuito de transferências instantâneas.
Atinge
O apoio de Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo ao tarifaço dos EUA expôs uma contradição ao defender medidas que atingem a economia brasileira. O episódio pode gerar mais desgaste político a candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro (PL).
Desgaste
Se a queda de Flávio Bolsonaro (PL) nas pesquisas se consolidar após o tarifaço, como ocorreu com a repercussão dos áudios envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, o desgaste poderá atingir aliados. Em disputas majoritárias, o desempenho nacional costuma refletir nos palanques estaduais.
Convenção
Falando em palanques, acontece hoje (22), em Porto Velho, a convenção do PL para oficializar sua chapa majoritária às eleições de 2026. A legenda deve confirmar Marcos Rogério ao governo e Fernando Máximo e Bruno Bolsonaro Scheid como candidatos ao Senado.
Coligação
A convenção do PL também oficializará a coligação com os partidos Podemos do prefeito da capital Léo Moraes, Novo e o Mobiliza. A coligação contará possivelmente com 27 candidatos a deputados federais e 100 candidatos a deputado estadual.
Suplentes I
Os empresários Guilherme Teodoro, de Vilhena, e Dirceu Fernandes, de Porto Velho, deverão ser oficializados na convenção do PL como primeiro e segundo suplentes da candidatura de Bruno Bolsonaro Scheid (PL) ao Senado.
Suplentes II
A ex-vereadora de Porto Velho Sandra Moraes (Podemos), mãe do prefeito Léo Moraes (Podemos), deve ser oficializada como primeira suplente de Fernando Máximo ao Senado. A segunda suplência segue em disputa entre o ex-deputado Leudo Buriti e o empresário Edinaldo Caíco, ex-vereador de Alto Paraíso, ambos do PL.
Elevou
O prefeito Léo Moraes (Podemos) elevou o tom da campanha ao justificar apoio ao senador Marcos Rogério (PL) ao governo e atacar os pré-candidatos Hildon Chaves (União) e Adailton Fúria (PSD). A disputa pelo Palácio Rio Madeira entrou de vez em campo.
Divergências
Léo Moraes (Podemos) afirmou que a população conhece suas divergências passadas com o senador Marcos Rogério (PL), mas destacou que o parlamentar ajudou Porto Velho. Segundo Léo, suas decisões são guiadas pelo futuro e pelo que considera melhor para a capital.
Palavra
Léo Moraes afirmou que não poderia apoiar o governista Adailton Fúria (PSD), alegando que Porto Velho esperou por dois anos investimentos prometidos pelo governador Coronel Marcos Rocha (PSD), mas nunca aconteceu. Na prática, colocou em dúvida a palavra do governador.
Reagiu
Hildon Chaves reagiu no ataque: disse ter deixado quase R$ 400 milhões em caixa, 164 ônibus novos do transporte escolar, 820 km de asfalto, obras marcantes como a nova rodoviária e elevou os indicies da educação. O recado foi claro: se a cidade piorou, a culpa não é do Hildon.
Confronto
Sem poupar o sucessor, Hildon ironizou que a única obra iniciada por Léo Moraes (Podemos) foi a recuperação da Estrada dos Periquitos, que acabou alvo de críticas da população local. A resposta desmonta a narrativa de terra arrasada e eleva o tom do confronto político entre Léo e Hildon.
Disposição
A troca de ataques sepultou qualquer trégua. Hildon Chaves (União) abandonou o silêncio, voltou ao embate e mostrou disposição para enfrentar Léo Moraes (Podemos). A disputa pelo Palácio Rio Madeira deixou os bastidores e entrou, de vez, no campo de batalha político.
Mestre
Léo Moraes (Podemos) insiste em dizer que herdou uma prefeitura arrasada de Hildon Chaves (União). Quem acompanha a política local lembra que Hildon saneou as contas públicas e promoveu o equilíbrio fiscal, ampliou investimentos e deixou a gestão com a imagem de “mestre de obras”.
Cenários
Nos bastidores do poder, cresce a avaliação de que os cenários mais prováveis para um eventual segundo turno envolvem o senador Marcos Rogério enfrentando o ex-prefeito de Porto Velho Hildon Chaves (União), embora a definição do eleitorado ainda dependa do desenrolar da campanha eleitoral.
PSB
O pré-candidato a governador Samuel Costa (PSB) confirmou à coluna que o partido definiu apenas Neidinha Suruí como candidata ao Senado. Já a ex-juíza Rosangela Cipriano desistiu da disputa senatorial e concorrerá à Câmara de Deputados, mirando os votos do Cone Sul de Rondônia.
Aliança
A decisão do PSB de lançar apenas um candidato ao Senado e a retirada da pré-candidatura de Lucina Oliveira (PT) pelo PT fortalecem a possibilidade de o senador Confúcio Moura (MDB) retirar Pedro Abib da disputa ao Governo de Rondônia para viabilizar uma aliança entre MDB, PT e PSB, unificando o mesmo campo político.
Comemorações
O deputado federal Maurício Carvalho (União) participou das comemorações do aniversário de Nova Mamoré. Além da agenda oficial, aproveitou para fortalecer laços com correligionários e lideranças empresariais, religiosas e políticas do município.
Frustrando
Falando em aniversário de Nova Mamoré, que deveria ser marcado por celebração, acabou frustrando o público. A banda Barões da Pisadinha não realizou o show esperado, gerando revolta entre moradores que aguardavam a principal atração da festa.
Reagiu
O prefeito Marcélio Brasileiro (PL) reagiu com firmeza, criticou a postura da banda Barões da Pisadinha e prometeu cobrar responsabilidades na justiça. O episódio deixou prejuízo à imagem do evento e reforçou a cobrança por mais rigor na contratação de atrações.
Dividir
A vereadora de Porto Velho Sofia Andrade (PL) desponta como um dos nomes em ascensão entre os bolsonaristas de Rondônia. Sofia com forte apoio da base conservadora, sua eventual candidatura à Câmara dos Deputados pode dividir o eleitorado do PL e dificultar a reeleição do deputado federal Coronel Chrisóstomo (PL).
Sério
Falando sério, em Triste Fim de Policarpo Quaresma, o patriotismo é servir ao Brasil, mesmo com sacrifícios. Já o apoio de Eduardo Bolsonaro, Flávio Bolsonaro e Paulo Figueiredo ao tarifaço de Donald Trump se torna alvo de críticas por defender uma medida que atinge a economia nacional.
