“Lugar de mulher é também comandando a segurança pública, e Rondônia deixará de ser o epicentro do feminicídio”, afirma Samuel Costa
Durante entrevista ao programa Rondocast apresentado pelos jornalistas Edson Lustosa e Glênio Tenon, o advogado e pré-candidato ao Governo de Rondônia, Samuel Costa (PSB), afirmou que o combate à violência doméstica e ao feminicídio será uma das prioridades centrais de um eventual governo seu. Em tom firme, Samuel declarou que não aceitará que Rondônia continue sendo destaque negativo nos índices de violência contra mulheres.
“O Estado não pode continuar assistindo mulheres serem assassinadas, ameaçadas e agredidas dentro de casa. Não vou tolerar que Rondônia seja o epicentro da violência doméstica e do feminicídio”, afirmou.
Assista a entrevista na íntegra: https://youtube.com/live/AxV7-H-sudI?feature=share
Na entrevista, Samuel Costa criticou a ausência de políticas públicas eficazes para proteção das vítimas e defendeu uma mudança estrutural no comando da segurança pública estadual. Segundo ele, caso seja eleito governador, mulheres passarão a ocupar os principais cargos de chefia da segurança pública em Rondônia.
“Os homens tiveram décadas para resolver esse problema e não tiveram competência para proteger nossas mulheres. Vamos colocar mulheres para comandar a segurança pública, porque elas conhecem essa dor, entendem essa realidade e terão sensibilidade e firmeza para enfrentar essa tragédia”, declarou.
O pré-candidato também prometeu ampliar a rede de proteção às vítimas de violência doméstica com a criação e funcionamento de delegacias especializadas 24 horas por dia em diferentes regiões do estado. A proposta inclui atendimento feito exclusivamente por delegadas e policiais femininas.
Segundo Samuel Costa, muitas vítimas deixam de denunciar os agressores por medo, constrangimento ou falta de acolhimento adequado nas unidades policiais. Para ele, o atendimento humanizado será fundamental para romper o ciclo de violência.
“A mulher precisa chegar numa delegacia e se sentir protegida, acolhida e respeitada. Segurança pública também é cuidado, escuta e dignidade”, afirmou.
A fala do pré-candidato repercutiu nas redes sociais e reacendeu o debate sobre os altos índices de feminicídio em Rondônia, estado que frequentemente aparece entre os mais violentos do país para mulheres.
“Quem é contra o fim da escala 6×1 não sabe o que é trabalhar de verdade”, dispara Samuel Costa
O pré-candidato ao Governo de Rondônia, Samuel Costa (PSB), voltou a defender o fim da escala 6×1 e fez duras críticas aos políticos que se posicionam contra a redução da jornada de trabalho no Brasil. Segundo ele, chegou a hora da população cobrar deputados federais e senadores para que deem alívio aos trabalhadores que enfrentam jornadas exaustivas todos os dias.
Em tom contundente, Samuel afirmou que “político que é contrário ao fim da escala 6×1 bom sujeito não é”, ao argumentar que milhares de trabalhadores vivem uma rotina desgastante, sem tempo para descanso, lazer, qualificação profissional ou convivência familiar.
Costa disse que durante o Brasil colônia, durante o regime da monarquia os escravos sabiam que eram escravos. Os servos sabiam que eram servos. Mas atualmente os trabalhadores modernos acham que são empresários.” A mensagem faz uma crítica à romantização da exploração do trabalho e ao discurso que tenta transformar precarização em mérito pessoal.
Samuel Costa destacou que a realidade é ainda mais pesada para as mulheres, que em muitos casos enfrentam dupla jornada, dividindo o trabalho formal com os cuidados da casa e da família. Para ele, defender condições mais humanas de trabalho é uma questão de dignidade social.
“O trabalhador não pode viver apenas para sobreviver. Quem move a economia é o povo que acorda cedo, pega ônibus lotado, trabalha seis dias seguidos e ainda volta para casa para continuar trabalhando”, afirmou.
O pré-candidato também defendeu mobilização popular para pressionar o Congresso Nacional por mudanças na legislação trabalhista, especialmente em relação à escala 6×1, considerada por movimentos sociais e entidades sindicais como uma das jornadas mais desgastantes para a classe trabalhadora brasileira.
“Agora é a hora do povo cobrar dos deputados federais e senadores. Quem trabalha de verdade merece descanso, qualidade de vida e respeito”, concluiu.
