LULA BERRA E PROCURA CULPADOS, FLÁVIO FAZ PAPEL DE PRESIDENTE E ENVIA CARTA A RUBIO: POUPE O BRASIL DAS TARIFAS

Publicado em: 03/06/2026 09:16

LULA BERRA E PROCURA CULPADOS, FLÁVIO FAZ PAPEL DE PRESIDENTE E ENVIA CARTA A RUBIO: POUPE O BRASIL DAS TARIFAS

Senador solicita ao secretário de Estado dos EUA que produtos brasileiros sejam poupados de novas tarifas e intensifica debate político sobre a relação entre Brasil e Estados Unidos.

Brasília, 2 de junho de 2026 – O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência pelo PL-RJ, enviou carta formal ao secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, pedindo que o governo Donald Trump poupe o Brasil de uma nova rodada de tarifas comerciais.
Na missiva, Flávio argumenta que a tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros em discussão no USTR agravaria a situação econômica do país, marcada por alta dívida pública, inadimplência recorde e aumento de recuperações judiciais. O senador agradece ainda a designação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas e se coloca à disposição, como futuro presidente, para retomar negociações de um amplo acordo comercial entre Brasil e EUA.
A iniciativa gerou reação imediata no Palácio do Planalto. Aliados de Lula acusam Flávio de “fazer o papel de presidente” e interferir na diplomacia oficial. O presidente e membros do governo têm responsabilizado publicamente os filhos de Jair Bolsonaro pela tensão bilateral, chamando a ação de “traição” e “ingerência”. Lula chegou a chamar Flávio de “imbecil” e “covarde” em declarações recentes.
Enquanto o senador bolsonarista atua de forma proativa com autoridades americanas — após reuniões com Trump, o vice J.D. Vance e o próprio Rubio —, o governo Lula é criticado por postura reativa. Aliados do Planalto buscam culpados externos pela proposta tarifária, mas até agora não há avanços concretos nas negociações bilaterais para evitar ou mitigar as medidas.
A recomendação da USTR ainda passará por consulta pública antes de eventual implementação. O episódio intensifica o debate político interno a menos de cinco meses das eleições presidenciais, expondo divisões sobre como o Brasil deve lidar com as pressões comerciais e políticas de Washington.
Foto: Divulgação

Compartilhar

Faça um comentário