Lula dá o comando, e PT lança 27 nomes para o Senado; em Rondônia, a chapa é quente com um favorito de Brasília e outro condenado pelo STF!
EXCLUSIVO: Lula dá o comando, e PT lança 27 nomes para o Senado; em Rondônia, a chapa é quente com um favorito de Brasília e outro condenado pelo STF!
Em uma resolução interna que já está dando o que falar, o PT definiu sua estratégia nacional para a corrida eleitoral de 2026. O partido vai lançar nada menos que 27 pré-candidatos ao Senado, misturando nomes próprios com figuras de partidos aliados da esquerda e do chamado “centro”. O documento, que já está na mesa do presidente Lula, cita nominalmente dois pesos-pesados de Rondônia: o atual senador Confúcio Moura (MDB) e o ex-senador Acir Gurgacz (PDT) .
O Amigo de Brasília
Confúcio Moura é daqueles políticos que não escondem de quem gostam. Apesar de Rondônia ser um estado com forte apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro, Confúcio faz questão de andar colado com Lula. E a conta tá chegando: o senador garante que, em troca dessa lealdade, os recursos e projetos para o estado continuam vindo de Brasília. Um verdadeiro oásis no meio do deserto bolsonarista .
Mas essa amizade tem um preço alto dentro de casa. O apoio declarado ao PT está causando um verdadeiro terremoto no MDB local. O principal alvo da queda de braço é o deputado federal Lúcio Mosquini, que não esconde a preferência por Bolsonaro e vive batendo boca com o governo Lula. A tendência é que Mosquini acabe empurrado para fora do barco, escancarando de vez o racha no partido .
O “Ficha Suja” que pode dar a volta por cima?
A grande surpresa, no entanto, é a inclusão de Acir Gurgacz. O nome do ex-senador do PDT na lista de Lula soou como uma bomba política. E o motivo é simples: Acir está, a princípio, inelegível.
Condenado pelo STF a 4 anos e 6 meses de prisão por desvio de finalidade na aplicação de verbas do Banco da Amazônia, o ex-senador viu sua situação se complicar ainda mais com a Lei da Ficha Limpa. Pela regra anterior, ele só poderia pisar em palanque como candidato lá em 2030 .
A Virada de Mesa no Congresso
Calma, que a história não acabou! Enquanto o PT preparava a lista, nos bastidores de Brasília, uma jogada política estava em andamento para mudar as regras do jogo.
No dia 2 de setembro de 2025, o Senado Federal aprovou um projeto que altera a contagem da Lei da Ficha Limpa. A ideia era unificar o prazo de inelegibilidade em 8 anos e começar a contar esse tempo a partir da condenação, e não mais após o fim da pena. Se aprovada dessa forma, a medida beneficiaria uma turma grande, incluindo Acir e o ex-senador Ivo Cassol .
Mas a coisa não foi tão simples assim. O senador Sergio Moro conseguiu emplacar uma emenda de última hora: para crimes graves contra a administração pública (como corrupção e fraude em licitações), a regra continua a mesma de antes .
O Imbróglio Jurídico: Quem está certo?
E é aí que mora a polêmica que pode definir o futuro de Acir Gurgacz. A defesa do ex-senador aposta todas as fichas em uma tese: a de que o crime pelo qual ele foi condenado (desvio de finalidade no sistema financeiro) não é considerado um crime contra a administração pública .
Se esse argumento prevalecer, Acir escaparia da “emenda Moro”. Com a nova lei, seus 8 anos de inelegibilidade seriam contados a partir da condenação, em 2018. Ou seja, tecnicamente, ele estaria apto a disputar as eleições de 2026! .
Enquanto isso, seu aliado de chapa, Confúcio Moura, assiste a tudo de camarote, equilibrando-se entre o apoio a Lula e a pressão da oposição em casa. Já Acir Gurgacz, que sempre fez mistério sobre suas alianças, vive agora a expectativa de um habeas corpus político vindo diretamente de uma canetada no Congresso.
A lista do PT está lançada. O tabuleiro político de Rondônia pegou fogo. E agora, só nos resta esperar: será que a Justiça Eleitoral vai dar o sinal verde para o retorno de Acir ao jogo? A novela está longe do fim

