Lula manda cortar Vale-Peru dos funcionários dos Correios que terão um Natal de pele e osso
O “Papai Noel” estatal chegou de mãos vazias para os funcionários dos Correios. Em meio a uma crise financeira profunda e prejuízos bilionários, a direção da empresa decidiu cortar o tradicional Vale-Peru de R$ 2,5 mil, benefício esperado todos os anos pelos trabalhadores.
O corte expõe o colapso da gestão da estatal, que hoje depende do Tesouro Nacional para fechar as contas. A ironia pesa: o governo que prometia defender direitos trabalhistas agora retira justamente um dos benefícios mais simbólicos da categoria.
Enquanto a crise se agrava e a burocracia bate cabeça, quem paga a conta — mais uma vez — é o servidor.
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Correios entram em colapso financeiro e Tesouro Nacional barra empréstimo bilionário
A situação financeira dos Correios se agrava rapidamente. A estatal está a 3 anos enfrentando dificuldades, projetando perdas de até R$ 10 bilhões em 2025 — e o cenário para 2026 é ainda mais crítico: o rombo pode chegar a R$ 23 bilhões.
Em uma tentativa de recuperar o caixa e executar seu plano de reestruturação, a diretoria dos Correios buscou contratar um empréstimo no valor de R$ 20 bilhões, com garantia da União, junto a um consórcio formado por Banco do Brasil, BTG Pactual, Citibank e Safra.
Mas o Tesouro Nacional reprovou a operação.
O motivo: juros considerados abusivos.
O consórcio de bancos propôs uma taxa de 136% do CDI, o equivalente a quase 18% ao ano — valor bem acima do limite máximo permitido pelo próprio Tesouro, que é de 120% do CDI.
Na última sexta-feira (28), o conselho de administração dos Correios já havia aprovado o empréstimo. Entretanto, durante reunião em Brasília nesta terça-feira (02), a equipe técnica do Ministério da Fazenda vetou o modelo, classificando-o como inviável e prejudicial para os cofres públicos.
Em nota, a estatal afirmou que continua analisando outras opções para garantir liquidez imediata e evitar um colapso operacional. Técnicos da empresa seguem em diálogo com o Ministério da Fazenda e outros órgãos do governo federal para tentar manter o plano de recuperação.
