Lula pede voto para deputado condenado por corrupção
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva gravou um vídeo pedindo votos para Zé Dirceu, candidato do PT a deputado federal por São Paulo, e afirmou que sua eleição representaria uma “reparação histórica”. A manifestação foi divulgada nesta quarta-feira (16).
No vídeo, Lula afirma que Dirceu sofreu perseguição ao longo da vida política e defende seu retorno à Câmara dos Deputados. “É mais que um voto. É fazer uma reparação histórica”, declarou o presidente.
Dirceu foi condenado pelo STF no processo do Mensalão, em 2012, por corrupção ativa. Em 2016, sua punibilidade nessa ação foi extinta após concessão de indulto.
O ex-ministro também recebeu condenações no âmbito da Operação Lava Jato. Parte dessas decisões acabou posteriormente anulada pelo STF, que reconheceu nulidades relacionadas à atuação da 13ª Vara Federal de Curitiba.
Agora, aos 80 anos e em recuperação de um câncer, Dirceu tenta retornar à Câmara. Lula afirmou que deseja vê-lo novamente no Congresso, “de onde ele nunca deveria ter saído”.
Fontes: UOL, CNN Brasil, SBT News e Supremo Tribunal Federa

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, durante entrevista ao Jornal da Record, que encontrou o Brasil com 33 milhões de pessoas passando fome ao retornar ao Palácio do Planalto e que conseguiu reverter o cenário em dois anos e meio.
O número citado por Lula tem origem no levantamento da Rede Penssan, realizado em 2022, que estimou 33,1 milhões de brasileiros em situação de insegurança alimentar grave.
Em 2025, a FAO anunciou que o Brasil havia voltado a sair do Mapa da Fome. Pelo critério da entidade, o país registrou média inferior a 2,5% da população em situação de subalimentação no triênio de 2022 a 2024.
A declaração de que o governo “acabou com a fome”, entretanto, é mais ampla que o critério técnico da FAO. Dados do IBGE referentes a 2024 ainda apontavam cerca de 6,5 milhões de brasileiros vivendo em domicílios com insegurança alimentar grave, apesar da forte redução registrada nos anos anteriores.
Assim, os indicadores confirmam uma queda expressiva da fome e a saída do Brasil do Mapa da Fome, mas isso não significa que o problema tenha desaparecido completamente do país.
Fontes: Jornal da Record, FAO, Rede Penssan e IBGE

No dia 15 de setembro, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou o julgamento relacionado ao pedido de investigação envolvendo o ministro Alexandre de Moraes, a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva aumentou significativamente a quantidade de anúncios publicados nas redes sociais.
Segundo levantamento do Metrópoles, com base na biblioteca de anúncios da Meta, foram 94 novas peças publicitárias naquele dia. O número representa uma alta de 32,4% em relação à véspera, quando haviam sido publicados 71 anúncios.
O crescimento também aparece na comparação com os dias anteriores. Entre 9 e 11 de setembro, a campanha havia publicado 24, 37 e 44 novos anúncios, respectivamente. Já entre 2 e 15 de setembro, foram 521 peças, contra 138 entre 2 de agosto e 1º de setembro.
As novas publicações abordaram temas como corte de privilégios, reforma do Judiciário, investigação relacionada ao Caso Master e segurança pública, de acordo com os dados da Meta citados pelo Metrópoles.
Em relação aos investimentos, o levantamento aponta que a campanha de Lula já havia desembolsado cerca de R$ 5 milhões em anúncios na Meta, enquanto a campanha de Flávio Bolsonaro havia gasto aproximadamente R$ 1 milhão no mesmo período.
O aumento dos anúncios ocorreu, portanto, na mesma data do início da sessão do STF. No entanto, os dados disponíveis mostram a coincidência temporal, mas não comprovam que o objetivo da estratégia tenha sido desviar a atenção do julgamento.
Fonte: Metrópoles, com dados da biblioteca de anúncios da Meta.
