Lula que já foi preso pela PF, hoje conta com 15 agentes federais à sua disposição

Publicado em: 08/07/2026 16:54
Segundo reportagem do Poder360, equipes da Polícia Federal responsáveis pela segurança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva passaram a atuar de forma mais proativa durante suas viagens pelo país para identificar e coibir manifestações que possam configurar crimes contra a honra do chefe do Executivo.
De acordo com a publicação, as equipes que acompanham o presidente são formadas por cerca de 8 a 15 agentes, que avaliam situações envolvendo ofensas direcionadas a Lula. Expressões como “ladrão”, “corrupto” ou “larápio” podem, dependendo do contexto, ser interpretadas como possíveis crimes de calúnia, o que leva à atuação preventiva dos policiais.
Ainda segundo o Poder360, a maior parte dos casos encaminhados ao Ministério Público acaba sendo arquivada, embora a PF afirme que sua atuação segue protocolos de proteção às autoridades e que não divulga detalhes operacionais por razões de segurança.
O tema voltou a ganhar repercussão após vídeos de abordagens realizadas por agentes da Polícia Federal durante agendas presidenciais circularem nas redes sociais, reacendendo o debate sobre os limites entre a proteção de autoridades e a liberdade de manifestação
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva liberou R$ 33,89 bilhões em emendas parlamentares até o dia 4 de julho, estabelecendo o maior volume de pagamentos já registrado antes de uma eleição. Os dados são do sistema Siga Brasil, do Senado Federal, e mostram que o valor supera o total liberado no mesmo período de anos eleitorais anteriores.
As emendas parlamentares são recursos do Orçamento da União destinados a obras, serviços e investimentos indicados por deputados e senadores. Esses valores são financiados pelo orçamento público, cuja principal fonte de receita é a arrecadação de impostos pagos pela população e pelas empresas.
A liberação recorde ocorreu antes do início do chamado defeso eleitoral, período em que a legislação restringe novos repasses voluntários para evitar impactos na disputa eleitoral. Segundo o governo, a execução das emendas seguiu a legislação vigente, as determinações do Supremo Tribunal Federal e a disponibilidade orçamentária.
O volume de recursos gerou repercussão e críticas de opositores, que questionam a prioridade dada às emendas em relação a outras áreas do orçamento. Já o governo sustenta que os pagamentos são previstos em lei, atendem às regras orçamentárias e contribuem para a execução de investimentos em estados e municípios.

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