Encontro entre Luiz Inácio Lula da Silva e líder americano levanta discussões sobre atuação de facções e políticas de combate ao crime
Em mais um capítulo da surreal diplomacia petista, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva prepara-se para se encontrar com Donald Trump e oferecer “cooperação” no combate ao crime organizado transnacional. O governo brasileiro, por meio de Geraldo Alckmin e do Planalto, anuncia propostas de acordos bilaterais, compartilhamento de inteligência e parcerias aduaneiras, como se o Brasil fosse referência mundial no tema. A realidade, porém, é diametralmente oposta.
O Brasil não é exemplo de combate ao crime organizado — é um dos seus principais incubadores. Facções como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) controlam extensas porções do território nacional, dominam o tráfico internacional de drogas, armas e até criptomoedas, e expandem seus tentáculos para o Paraguai, Bolívia, Europa e até os Estados Unidos. Milhões de brasileiros vivem sob o jugo dessas organizações, que impõem “lei” em favelas, presídios e cada vez mais no interior do país.
Enquanto Lula posa de estadista que “sugere inteligência” a Trump, o país registra piora no Índice Global de Crime Organizado, subindo posições no ranking de presença dessas quadrilhas. As facções não só sobrevivem como prosperam: controlam rotas de cocaína, lavam dinheiro em empresas de fachada e mantêm um exército de milhares de membros. O governo federal resiste veementemente a classificar PCC e CV como organizações terroristas ou narcoterroristas — alegando “soberania” e riscos de intervenção estrangeira —, o que na prática soa como proteção retórica a estruturas que desafiam o próprio Estado.
Dados incômodos que desmentem a narrativa oficial:
* Apesar de quedas recentes em homicídios totais (tendência que vem de anos anteriores e varia por estado), as facções expandem seu poder territorial, especialmente em cidades médias e pequenas.
* Presídios brasileiros continuam funcionando como “universidades do crime”, onde líderes comandam de dentro das celas.
* O governo Lula é criticado por mão frouxa: sinalizações lenientes, críticas a projetos antifacção mais duros e priorização de narrativas sobre “direitos” em detrimento de confrontos diretos com o crime organizado.
Oferecer “dicas” a Trump nessas condições é no mínimo constrangedor. O Brasil, que viu o PCC se tornar uma multinacional do narcotráfico durante décadas de políticas de segurança frouxas e ideologizadas, agora quer ensinar o país que lidera a lista de nações que mais combatem cartéis. Enquanto as facções brasileiras financiam violência e corrupção em todo o continente, o governo petista corre atrás de acordos para evitar que Washington as trate como o que realmente são: ameaças transnacionais graves.
A tentativa de Lula parece mais um exercício de marketing diplomático do que uma proposta séria. Antes de dar lições ao mundo, o Brasil precisaria primeiro reconquistar territórios perdidos para o crime, endurecer leis, acabar com o populismo penal e mostrar resultados concretos contra as organizações que, hoje, riem da fragilidade do Estado. Até lá, posar de mentor em segurança soa como piada de mau gosto. O crime organizado agradece a distração.
Foto: PR