Manejo estratégico de pastagens antes da seca ajuda a manter ganho de peso e reduzir custos

Publicado em: 22/04/2026 17:07
Com a aproximação da estação seca, o manejo das pastagens se torna decisivo para manter o desempenho do rebanho e evitar aumento de custos na pecuária de corte. Estratégias como ajuste de lotação, adubação e planejamento do pastejo são fundamentais para preservar a forragem e garantir produtividade mesmo no período crítico.

Com a aproximação da estação seca, a atenção ao manejo das pastagens ganha ainda mais relevância na pecuária, já que a redução das chuvas impacta diretamente a produção e a qualidade da forragem. Esse período de transição é considerado decisivo, pois é quando o produtor ainda tem oportunidade de formar reserva de pasto e ajustar o sistema produtivo para enfrentar os meses de menor crescimento das plantas.

Segundo Robson Luiz Slivinski Dantas, técnico em agricultura e vendedor externo da Nossa Lavoura, as decisões tomadas nesse momento impactam diretamente o desempenho do rebanho durante a seca. “Com a redução das chuvas, o crescimento das pastagens desacelera e a reserva de forragem começa a se formar. Um manejo adequado nesse momento pode garantir uma oferta de matéria seca entre 2% e 3% do peso vivo dos animais, evitando déficits que comprometem o ganho de peso e geram perdas econômicas importantes”, explica.

A queda gradual das chuvas também interfere na qualidade nutricional da pastagem. “A produção de forragem pode cair entre 50% e 70%, além do aumento da fibra e da redução do teor de proteína e da digestibilidade. Esse cenário reduz a ingestão voluntária dos animais e pode levar à queda no ganho de peso. Quando não há planejamento, o animal consome pasto com menor valor nutricional, o que compromete o desempenho e aumenta a necessidade de suplementação”, destaca Dantas.

Entre os principais erros cometidos pelos pecuaristas nesse período estão a superlotação das áreas, o pastejo uniforme sem rotação, a falta de adubação e a ausência de monitoramento da altura do pasto. Essas práticas comprometem a reserva forrageira e aceleram a degradação das áreas. “Quando o produtor não mede a oferta de pasto e mantém a lotação elevada, ele consome a reserva antes do período mais crítico. O resultado é aumento dos custos e menor produtividade”, afirma.

O ajuste estratégico da taxa de lotação é uma das principais recomendações para preservar a pastagem. De acordo com Dantas, reduzir gradualmente a quantidade de animais por hectare ajuda a preservar a forragem disponível para os meses de menor crescimento. “Ao diminuir a lotação de forma planejada, é possível preservar até 50% a mais de reserva de pasto. O ideal é fazer essa redução de maneira gradual, priorizando áreas de descanso e organizando o pastejo”, orienta.

Outra recomendação importante é a adubação no fim das águas, prática que ainda pode trazer resultados positivos quando realizada de forma estratégica. “A adubação com nitrogênio, especialmente em áreas com bom potencial produtivo, pode elevar a produção de forragem entre 20% e 40%, contribuindo para a formação de reserva e melhor aproveitamento da área durante a seca”, explica Dantas.

O planejamento antecipado do manejo das pastagens também contribui para manter o desempenho produtivo do rebanho. Com oferta adequada de forragem, é possível sustentar ganho de peso de 0,5kg/dia a 0,8 kg/dia com suplementação mínima. “Quando o produtor se antecipa, consegue manter o rebanho mais equilibrado e reduzir impactos reprodutivos e produtivos, mesmo em um período mais desafiador”, afirma.

Entre as orientações práticas que podem ser aplicadas desde já estão a medição semanal da altura do pasto, o planejamento da lotação para os próximos meses, a adubação com nitrogênio em áreas prioritárias e a organização do pastejo rotacionado. Essas ações ajudam a preservar tanto a quantidade quanto a qualidade da pastagem, mantendo níveis adequados de proteína e digestibilidade.

Os impactos econômicos da falta de preparo podem ser significativos. Perdas de peso, necessidade de suplementação extra, aumento da mortalidade e queda no abate estão entre as principais consequências. “Sem planejamento, os prejuízos podem chegar a R$ 500 por hectare, além de comprometer o desempenho produtivo ao longo de toda a seca”, alerta.

Para apoiar o produtor, a Nossa Lavoura, rede de lojas de produtos agropecuários, oferece soluções voltadas ao manejo estratégico das pastagens, como adubos NPK balanceados, sementes de pastos resistentes e corretivos de solo. “Com planejamento e uso das ferramentas adequadas, é possível aumentar a reserva de forragem, reduzir custos e atravessar a seca com mais segurança e produtividade”, conclui Dantas.

Sobre a Axia Agro

A Axia Agro é a maior distribuidora e revendedora de insumos agropecuários da região Norte do país. Fundado em 2021, o grupo nasceu com o objetivo de proporcionar um ecossistema de soluções completas ao pecuarista brasileiro, por meio da consolidação de revendas, tecnologia, inovação e serviços, potencializando a produtividade no setor. Hoje, a empresa conta com mais de 40 lojas entre os estados de Rondônia, Acre e Amazonas, e um braço fabril de produção de insumos para nutrição animal, em Ariquemes (RO). Para mais informações sobre a Axia Agro, clique aqui.

Sobre a Nossa Lavoura

A Nossa Lavoura, lançada em 2025, mantém a essência da Casa da Lavoura, nascida há mais de 40 anos em Rondônia, trazendo uma nova identidade com o olhar ainda mais inovador e voltado para o futuro. A tradicional rede de lojas de produtos agropecuários, máquinas, implem entos agrícolas conta com mais de 40 pontos de vendas nos estados de Rondônia, Acre e Amazonas.

Via Patricia Mattos

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