Marcos Rogério leva vantagem em redutos conservadores bolsonarista e evangélico
Rondoniaovivo.com
A força do PL
Num encontro estadual programado para Porto Velho na próxima semana, o PL pretende dar uma demonstração de força do seu candidato a govenador Marcos Rogerio, reunindo lideranças de todo estado. Rogerio lidera as sondagens eleitorais no estado, mas é na capital rondoniense, maior colégio eleitoral de Rondônia, seu calcanhar de Aquiles. A cidade conta com um terço do eleitorado rondoniense e é em Porto Velho onde se concentra a maior rejeição do postulante bolsonarista, além da vantagem de um concorrente, o ex-prefeito da capital, Hildon Chaves, da Federação União Brasil/ Partido Progressista.
Estado bolsonarista
Com apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro, contando com forte respaldo no meio evangélico, Marcos Rogério leva vantagem em grandes redutos conservadores, como o Vale do Jamari, polarizado por Ariquemes, a região central cujo principal polo irradiador de influência é Ji-Paraná e o Cone Sul rondoniense, polarizado pelo município de Vilhena, o que mais cresceu em Rondônia nos últimos anos. No interior, ele tem menores índices de aprovação em Cacoal e região do Café, mas lá existe uma candidatura representativa, que é o ex-prefeito Adailton Fúria (PSD). Com as melhores cartas na manga, Rogério deve chegar a eleição de outubro na ponteira, mas sem margem suficiente para ganhar em turno único como almeja.
Em dois turnos
Por causa da grande vantagem de Hildon Chaves (PSD) na capital e da supremacia de Adailton Fúria na região do Café e Zona da Mata, se acredita em eleições em dois turnos em Rondônia. O PT não conta muito, mas leva parte do eleitorado de esquerda. E o MDB ainda é um mero coadjuvante nesta campanha. Para reverter esta situação e ganhar em turno único, Rogério não precisa ganhar o pleito na capital, mas reduzir sobremaneira a diferença conquistada pelo ex-prefeito de Porto Velho Hildon Chaves e fazer a mesma coisa na região do Café e Zona da Mata, onde vigora a liderança Adailton Fúria. Fúria, aliás conta com vantagem em pequenos municípios graças a máquina do governo estadual e a influência do governador Marcos Rocha.
Campo de batalha
Enquanto o senador Marcos Rogério, o favorito desta jornada, se espicha em Porto Velho buscando competir em pé de igualdade com Hildon Chaves, também se vê seu outro adversário, o ex-prefeito de Cacoal Adailton Fúria buscando também aumentar seu espaço na capital. Conseguindo seu objetivo, Fúria tira do segundo turno o ex-prefeito tucano. Toda máquina chapa branca já está à disposição de Fúria para destronar o ex-prefeito tucano. Chaves ainda tem contra si, para pulverizar sua votação na capital, o fato de existirem mais candidatos com base eleitoral na capital, casos de Expedito Neto (PT), Pedro Abib (MDB), Samuel Costa (PSB) e Luís Carlos Teodoro (PSOL).
Que enrascada!
O Ministério Público eleitoral está pedindo a condenação de uma penca de políticos que se aproveitaram da Rondônia Rural Show com a distribuição de brindes, promovendo uma antecipação de campanha eleitoral e mensagens de promoção pessoal. Estão incluídos nos processos desde candidatos ao governo de Rondônia, postulantes ao Senado, Câmara dos Deputados e principalmente deputados estaduais, maioria com base no interior do estado. Como se aproxima a temporada das feiras exposições agropecuárias que os candidatos se comportem, pois, depois adas convenções partidárias as penalidades serão mais pesadas.
Via Direta
*** O eleitorado indígena cresceu exponencialmente no estado do Amazonas nos últimos anos. Esta condição projeta a eleição de mais representantes do segmento nas câmaras municipais e Assembleia Legislativa na década próxima*** A classe ruralista comemorou a aprovação no Senado recursos dos créditos rurais o que vai facilitar a vida dos produtores brasileiros *** O ex-governador Ivo Cassol está apoiando seu aliado, o ex-deputado federal Luís Claudio para uma cadeira a Câmara Federal. O ex-parlamentar defende as causas do agronegócio *** Célio Lopes (UP) é uma das jovens lideranças políticas na capital em ascensão. Entra na peleja de uma cadeira a Câmara dos Deputados.
