Mau cheiro genital nem sempre indica câncer; infecções comuns são a causa mais frequente

Publicado em: 30/03/2026 10:54

Alterações no odor íntimo geralmente estão ligadas a infecções, mas especialistas explicam quando o sinal pode indicar algo mais sério

Cada pessoa possui um odor corporal próprio, inclusive na região íntima, mas quando o cheiro se torna forte, persistente ou diferente do habitual, é natural se preocupar. Especialistas ouvidos pelo Metrópoles afirmam que, na maioria dos casos, alterações no odor genital estão associadas a infecções comuns ou fatores benignos, e raramente indicam doenças graves.

 

Segundo o oncologista Luiz Reis, do Hospital Águas Claras, as infecções ginecológicas são as causas mais frequentes do mau cheiro, incluindo vaginose bacteriana, candidíase e tricomoníase. A vaginose, por exemplo, provoca odor semelhante a peixe, que pode se intensificar após relações sexuais ou durante a menstruação. A tricomoníase pode causar cheiro forte acompanhado de corrimento amarelado ou esverdeado, enquanto a candidíase normalmente gera coceira e corrimento branco espesso, raramente odor.

 

Outros fatores que podem alterar o cheiro genital incluem higiene inadequada, suor excessivo, corpo estranho (como tampões esquecidos) e alterações hormonais, principalmente após a menopausa.

 

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O mau cheiro raramente indica câncer, mas em casos mais graves pode estar associado a tipos específicos de câncer ginecológico ou urológico. Quando ocorre essa relação, o odor geralmente vem acompanhado de outros sinais, como sangramento fora do padrão ou dor pélvica. No câncer do colo do útero, por exemplo, corrimento com cheiro forte pode aparecer em fases avançadas, mas não costuma ser o primeiro sintoma.

 

 

 

O alerta dos especialistas é que alterações no odor devem ser avaliadas por um médico, mas na maioria das vezes, o problema é tratável e não representa risco grave à saúde.

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