Medicina desenvolve implante injetável para reconstrução mamária; entenda

Publicado em: 06/01/2026 10:28
Mulher em campanha contra o câncer de mama. Foto: reprodução

Pesquisadores desenvolveram um protótipo de pasta injetável derivada de células da pele humana que pode ajudar a restaurar o volume mamário após mastectomia, com menos cicatrizes e tempo de recuperação mais curto. O estudo, publicado na revista ACS Applied Bio Materials em dezembro, apresenta uma alternativa menos invasiva aos métodos atuais de reconstrução. Segundo Pham Ngoc Chien, da Universidade Nacional de Seul, a pasta “melhora o conforto a longo prazo e os resultados estéticos para as pacientes”.

A técnica utiliza uma matriz dérmica acelular (ADM), biomaterial derivado de pele processada para remover células, mas preservando componentes como colágeno e ácido hialurônico. Os cientistas criaram uma forma injetável da ADM, formando uma pasta espessa que foi testada em camundongos. Após seis meses, os animais não apresentaram efeitos adversos, apenas camadas mais finas de tecido, o que reduz riscos de infecções.

No Brasil, desde novembro de 2025, o governo assegura assistência fisioterapêutica a pacientes submetidas à mastectomia. O câncer de mama corresponde a cerca de 30% dos diagnósticos anuais no país, e quase metade dos tratamentos envolve cirurgias de remoção total ou parcial das mamas. A nova técnica injetável surge como uma promessa de reconstrução mais segura e acessível.

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