Menina de 11 anos passa mal após avó e tio aplicarem caneta emagrecedora
Pleno.News 6

Uma menina de 11 anos conseguiu medida protetiva contra a avó, de 68 anos, e o tio, de 38, após denunciar que recebeu aplicações de remédios para emagrecer sem autorização da mãe, em Mato Grosso do Sul. O caso aconteceu no fim de abril e está sendo investigado pela Polícia Civil.

Segundo o boletim de ocorrência, a criança recebeu duas doses de um medicamento conhecido como Lipoless, com aplicações de 2,5 mg. Conforme a denúncia, a avó e o tio teriam aplicado o produto trazido do Paraguai.
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– Você está muito gorda, não pode ser a única gorda da família, eu perdi muito peso com o Mounjaro – teria dito a avó para convencer a menina.
A mãe só descobriu o caso ao buscar a filha na fazenda onde ela morava com a avó. Ao encontrar a criança debilitada, ouviu o relato sobre as aplicações e as ameaças feitas para que ela não contasse nada.
– A amiguinha dela foi visitá-la e ela pediu o celular emprestado e me mandou uma mensagem: “Mãe, vem me buscar, quero passar o final de semana com você”. Quando cheguei lá, ela estava muito fraca e me falou que estavam aplicando Mounjaro nela – contou a mulher.
De acordo com a mãe, a filha também relatou que participou de uma viagem ao Paraguai para buscar o medicamento. Após o caso vir à tona, a menina passou a receber acompanhamento médico e psicológico.
– Ela mesmo relatou que eles foram no Paraguai. Agora ela vai ter acompanhamento psicológico. Eles ameaçaram bater se ela contasse para alguém. Eu sempre mandava mensagem e ela falava que estava bem, mas o celular estava com a avó – finalizou.
Após as aplicações, a criança apresentou sintomas como tontura, diarreia, tremores, insônia, fraqueza, desmaio e desidratação. Segundo laudo médico, ela perdeu cinco quilos em apenas uma semana e precisou receber soro e reposição de vitaminas.
– Ela teve que tomar soro, deu grau de desidratação. Ela perdeu cinco quilos em uma semana. Continua passando mal, ontem teve hemorragia, tive que levar para fazer reposição de vitaminas – disse.
O médico responsável classificou o uso do medicamento como inadequado, sem indicação clínica e sem supervisão médica. A menina seguirá realizando exames e acompanhamento especializado.
– Eles recomendaram psicólogo, ela está com vários pedidos de exames de sangue, mas está muito fraca ainda – pontou.
