Menina de 7 anos tem overdose após usar caneta emagrecedora
Leiliane Lopes

Uma menina de 7 anos foi internada em dezembro de 2024, na Califórnia (EUA), após aplicar em si mesma um medicamento para emagrecimento usado pela mãe, sem saber dos riscos à saúde.

Segundo a família, Jessa Milender costumava ver a mãe retirar da geladeira seringas com o remédio Mounjaro e aplicar o conteúdo no abdômen. Em um dia em que sentia dor de estômago, a criança foi até o refrigerador e pegou uma das seringas guardadas na prateleira de cima.
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Sem avisar ninguém, Jessa repetiu o que havia observado e aplicou o medicamento em si mesma, acreditando que se tratava de um remédio para dor no estômago.
– Achei que fosse um remédio para o estômago, porque minha mãe toma, e pensei que ajudasse nas dores de estômago dela – contou a menina em entrevista à emissora CBS 8.
Algumas horas depois, Jessa começou a vomitar e ficou muito fraca. Ao ser informada do que havia acontecido, a mãe, Melissa Milender, ligou imediatamente para o CalPoison, serviço de controle de intoxicações da Califórnia.
Com o passar das horas, o estado de saúde da menina piorou. Durante quase dois dias, Jessa vomitava quase a cada hora, não conseguia comer nem beber água e ficou cada vez mais sonolenta.
Diante do quadro, Melissa decidiu levá-la ao pronto-socorro. No hospital, os profissionais informaram que havia pouco a ser feito além de monitorar os sintomas e manter a hidratação.
– A equipe do pronto-socorro não sabia o que fazer – disse a mãe.
– Eles ligaram para o centro de intoxicações, e a resposta foi a mesma que eu já tinha recebido. Eles não sabiam como agir.
A menina recebeu soro na veia, o que ajudou a interromper os vômitos, e teve alta médica com a orientação de manter a hidratação em casa.
No dia seguinte, porém, os sintomas retornaram. Ao tentar beber água, Jessa voltava a vomitar imediatamente e parou de urinar. Com medo de que os rins da filha estivessem sendo afetados, a mãe levou Jessa novamente ao hospital, onde a criança passou por nova avaliação médica e ficou internada por mais duas noites até que hormônios sintéticos GLP-1 se dissolvessem.
