“Momento mais triste da minha vida”: mulher relata infecção intencional por HIV após relacionamento em RO

Publicado em: 11/09/2026 10:46

“Momento mais triste da minha vida”: mulher relata infecção intencional por HIV após relacionamento em RO

Vítima contou que começou a apresentar febre, dores intensas e cansaço antes de descobrir a infecção; acusado foi condenado a cinco anos de prisão e responde a outros processos

Uma mulher identificada como Marta* relatou o drama vivido após descobrir que havia sido infectada intencionalmente pelo vírus HIV durante um relacionamento. Segundo as investigações, o então namorado dela, o dentista Jean José Dunga, de 41 anos, morador de Porto Velho, teria transmitido o vírus de forma proposital.

Marta mantinha uma rotina ativa de exercícios físicos, mas começou a apresentar febre, dores intensas e um cansaço inexplicável. A piora repentina no estado de saúde levou à realização de exames, que confirmaram a infecção pelo HIV.

“Com certeza posso afirmar que foi o momento mais triste e mais difícil da minha vida”, relatou a vítima.

O caso deu origem a uma investigação policial e posteriormente a uma ação na Justiça. Em agosto, Jean foi condenado a cinco anos de prisão, em regime semiaberto, além do pagamento de R$ 50 mil de indenização à vítima. A decisão ainda pode ser contestada pela defesa.

O acusado havia sido preso no dia 10 de junho e passou a cumprir a pena no regime semiaberto após a condenação. No entanto, diante da suspeita de que outras mulheres também possam ter sido infectadas, o Ministério Público de Rondônia (MP-RO) solicitou novamente a prisão preventiva em regime fechado.

O pedido foi acatado pela Justiça na quarta-feira (9). Segundo o MP-RO, existe risco de novas contaminações.

As investigações tiveram início a partir dos atendimentos realizados pelo Núcleo de Atendimento às Vítimas (Navit), do Ministério Público. Conforme o órgão, Jean é acusado de transmitir intencionalmente o HIV a pelo menos quatro mulheres e ainda responde a outro processo relacionado ao mesmo tipo de crime.

O Ministério Público afirma que pode haver outras vítimas que ainda não foram diagnosticadas e orienta que mulheres que tenham mantido relacionamento com o acusado e suspeitem de uma possível exposição procurem os canais de acolhimento do órgão.

Fonte: G1-Ro

Compartilhar

Faça um comentário