MORAES ENCAMINHA À PGR PEDIDO DE GILMAR MENDES PARA INVESTIGAR ZEMA POR VÍDEO SATÍRICO NO INQUÉRITO DAS FAKE NEWS

Publicado em: 20/04/2026 10:52

Ministro aciona STF contra vídeo satírico de Zema e caso é enviado à PGR para análise

O ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes enviou ao colega Alexandre de Moraes uma notícia-crime contra o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pedindo que ele seja incluído nas investigações do inquérito das fake news. Moraes, relator do procedimento, deu andamento ao pedido e encaminhou a representação para manifestação da Procuradoria-Geral da República. O caso tramita em sigilo.
A medida foi motivada pela divulgação, por Zema, de um vídeo satírico em suas redes sociais, no qual bonecos representam os ministros Gilmar Mendes e Dias Toffoli simulando uma conversa sobre decisões judiciais e insinuando irregularidades. Gilmar Mendes classificou o conteúdo como desinformação grave, produzido com edição sofisticada e mecanismos avançados de manipulação digital que emulam vozes e diálogos inexistentes.
No documento, o ministro sustenta que o vídeo ataca a honra e a imagem dos magistrados, além de vulnerar a integridade institucional do Supremo Tribunal Federal. Ele afirma ainda que o material teria o objetivo de promover politicamente o ex-governador, que é pré-candidato à Presidência da República.
O episódio reacende críticas ao inquérito das fake news, aberto em 2019 e ainda em andamento após quase sete anos. Detratores apontam que o procedimento, que investiga conteúdos considerados ofensivos ao tribunal e a seus membros, vem sendo utilizado de forma excessiva para criminalizar críticas políticas, sátiras e manifestações de oposição, gerando receios de cerceamento à liberdade de expressão e ao debate público no país.
Enquanto isso, Zema tem intensificado questionamentos públicos ao Supremo, defendendo inclusive o impeachment de ministros e maior transparência nas práticas da corte. O caso expõe a crescente tensão entre vozes críticas ao Judiciário e o próprio Supremo, em um contexto de questionamentos sobre os limites do inquérito e sua continuidade indefinida.
Foto: Divulgação

Compartilhar

Faça um comentário