MORAES QUER LEVAR JAIR BOLSONARO PARA O MESMO INQUÉRITO DE EDUARDO, AMPLIANDO SUA PERSEGUIÇÃO POLÍTICA
Publicado em: 27/05/2026 11:25
Ampliação de inquérito contra Bolsonaro acirra debate sobre limites do STF e atuação de Moraes
Brasília, 26 de maio de 2026 – Em mais um capítulo da cruzada judicial contra opositores políticos, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, decidiu acionar a Procuradoria-Geral da República para avaliar a inclusão do ex-presidente Jair Bolsonaro e do senador Flávio Bolsonaro em um inquérito que já investiga o deputado Eduardo Bolsonaro. A medida, vista por críticos como mais um exemplo de ativismo judicial excessivo, foi tomada nesta terça-feira.
Moraes concedeu prazo de cinco dias para que a PGR se manifeste sobre a ampliação do caso, que tem como ponto central as atividades de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. O inquérito investiga supostas tentativas de coação a autoridades brasileiras e ao próprio STF, incluindo articulações relacionadas à aplicação da Lei Magnitsky. Agora, o foco se expande para supostos repasses financeiros ligados ao financiamento do filme “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro, com menções ao banqueiro Daniel Vorcaro.
A solicitação de ampliação partiu do senador petista Lindbergh Farias, um dos mais ferrenhos adversários da família Bolsonaro. Em vez de limitar-se ao que já existe contra Eduardo – que já responde como réu por coação no curso do processo –, Moraes optou por abrir caminho para envolver toda a família do ex-presidente em uma única investigação. Para observadores, trata-se de mais uma demonstração do uso seletivo do Judiciário com fins políticos.
Críticos do ministro argumentam que a atitude reforça o padrão de conduta de Moraes: decisões unilaterais, prazos curtos e uma interpretação ampla e questionável de leis para perseguir determinados atores políticos. A inclusão de Jair Bolsonaro, que não é réu no processo atual, seria mais um passo na estratégia de criminalizar o bolsonarismo como um todo, transformando divergências políticas em supostos delitos.
Até o momento, não há decisão final sobre a inclusão. A PGR ainda deve se manifestar. Enquanto isso, o caso alimenta o debate sobre os limites do poder de um único ministro do Supremo e o risco de instrumentalização da Justiça contra adversários eleitorais.