Motociclistas pagam alto preço nas BRs de Rondônia: 27 mortos e 618 feridos

PORTO VELHO – RO – Mais de quatro mortes por mês. Nada menos do que 103 feridos a cada 30 dias. Foram 27 acidentes fatais. Foram 618 condutores ou caronas feridos, alguns com gravidade, outros que ficarão com sequelas pelo resto de suas vidas. Não é de assustar?
Estes números são oficiais e fornecidos pela Polícia Rodoviária Federal. Eles sintetizam o que está acontecendo com motos e seus usuários, nas rodovias do nosso Estado, fiscalizadas por ela. São o resultado de alta velocidade, falta de cuidados, ultrapassagens perigosas e todo o pacote de exageros ocorridos em Rondônia. E apenas nas rodovias federais.
Apenas um caso, para ilustrar o perigo que as rodovias rondonienses oferecem, sem contar com os inúmeros acidentes registrados dentro das cidades, também com vítimas fatais. Em 26 de junho, dois jovens, Saulo Henrique e Maria Luisa morreram quando caíram da moto e um caminhão que vinha atrás passou por cima dos dois. Foi na BR 364, em Jaru.
Embora a 364 seja a maior assassina, outras rodovias federais também matam motociclistas. Na BR 421 e na 429, entre outras, os riscos também são imensos. Foi num destes acidentes que morreu Eliel Arcanjo, de 47 anos, na 421, em maio deste ano. As ocorrências se multiplicam. E as mortes também.
Os dados nacionais são ainda mais horripilantes. Todos os dias, morrem 33 motociclistas ou caronas em motos. A imensa maioria das vítimas são homens, quase 90 por cento. Os mortos mais jovens, entre 20 e 24 anos, representam 18 por cento das vítimas.
