Mulher do desembargador que soltou chefão do PCC comprou mansão com dinheiro vivo, diz PF

Publicado em: 26/05/2026 16:55
A esposa do desembargador Divoncir Schreiner Maran, Viviane Alves Gomes de Paula, é citada em relatório do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que investiga a atuação do magistrado na decisão que resultou na liberdade do megatraficante Gerson Palermo, chefe do PCC, em 2020. Conforme o documento, Viviane realizava pagamentos de alto valor em dinheiro vivo, o que levantou suspeitas de autoridades.
Ao Fantástico, neste domingo (24), a defesa do desembargador e da esposa dele negou “a prática de qualquer irregularidade”.
Conforme a Polícia Federal, em 2020 Divoncir e Viviane compraram um terreno em um condomínio de alto padrão em Campo Grande, onde construíram uma casa. Segundo o inquérito, a obra custou mais de R$ 2,1 milhões. Os pagamentos aos fornecedores da obra eram feitos pela esposa, com dinheiro em espécie, como revelam conversas interceptadas pelos investigadores.
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(Reprodução: G1)

Chefe do PCC foragido há seis anos é preso na Bolívia e será expulso do país
Foto: Reprodução

Gerson Palermo foi encontrado no país vizinho e preso após fugir do Brasil. A fuga aconteceu em 2020, quando ele teve prisão domiciliar concedida por um desembargador de Mato Grosso do Sul.

Um dos líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC), que estava foragido da Justiça há cerca de seis anos, foi preso pelas autoridades bolivianas nesta segunda-feira (26).

 

Segundo a polícia da Bolívia, o criminoso foi localizado durante uma operação realizada no país e deverá ser expulso para o Brasil nos próximos dias. A informação foi confirmada pelo comandante da polícia boliviana.

 

O suspeito era considerado um dos integrantes de alta hierarquia da facção criminosa e era alvo de investigações relacionadas ao tráfico internacional de drogas e outros crimes ligados ao PCC.

 

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As autoridades brasileiras acompanhavam o paradeiro do foragido em cooperação com forças de segurança bolivianas e órgãos internacionais.

 

A prisão representa mais um avanço nas ações de combate ao crime organizado transnacional na fronteira entre Brasil e Bolívia, região frequentemente utilizada por facções para rotas do narcotráfico.

 

 

Após a expulsão, o criminoso deverá ser entregue às autoridades brasileiras para cumprimento das penas e continuidade dos processos judiciais.

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