Mulheres negras foram alojadas em estábulo da Granja do Torto
Pleno.News

Circulam, pelas redes sociais, vídeos em que as militantes do movimento negro que foram para Brasília participar da Marcha das Mulheres Negras por Reparação e Bem Viver, na última terça-feira (25), denunciam que foram alojadas em áreas usadas para abrigar animais na Granja do Torto.
As mulheres são de Santa Catarina e afirmam que os espaços oferecidos tinham lona, feltro e serragem no chão. Elas disseram que idosas, crianças e pessoas com doenças precisaram dormir no local, que lembrava um estábulo.

Leia também1 Motta é homenageado pela Rota em SP, com presença de Tarcísio
2 Fundação ligada ao PT propõe criação de Guarda Nacional Civil
3 Bolsonaro pede que Moraes libere atendimento médico na PF
4 Advogado de Vorcaro já defendeu desembargadora que o libertou
5 Jovem morto por leoa tinha sonho de ser domador de leões na África
– Nós, mulheres negras, que saímos das nossas casas para construir essa marcha, seremos realocadas no espaço designado para os cavalos – disse Ary Ramos em vídeo.
Ela também afirmou que havia muitas moscas no ambiente.
Outra participante, Juh Pompeu, disse estar indignada.
– Que política de bom viver é essa? Colocar a gente para ser tratada igual a animais? A gente veio lutar pelos nossos direitos e é recebida desse jeito – declarou.
A manifestação reuniu cerca de 300 mil pessoas no Parque de Exposições da Granja do Torto, área usada para feiras agropecuárias.
Em nota, o Comitê Nacional da Marcha afirmou que se solidariza com as mulheres que passaram por “experiências difíceis”. O grupo citou problemas estruturais, chuvas fortes e falhas no acolhimento, mas não detalhou medidas tomadas após as denúncias.
