“Não tem a menor condição de continuar sendo ministro do Supremo”diz Flávio Bolsonaro sobre Alexandre de Moraes
O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta terça-feira (1º) que o ministro Alexandre de Moraes não teria condições de permanecer no Supremo Tribunal Federal diante das novas revelações relacionadas ao contrato de R$ 131 milhões firmado entre o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, e o Banco Master.
A declaração ocorreu após a divulgação de informações de que metadados de um documento extraído do celular do banqueiro Daniel Vorcaro apontariam que uma versão do contrato foi editada por um usuário identificado como “Ministro Alexandre de Moraes”. O acordo previa serviços advocatícios do escritório de Viviane ao banco.
Ao comentar o caso, Flávio afirmou que a situação seria grave e defendeu a saída de Moraes do Supremo. “Não tem a menor condição de continuar sendo ministro do Supremo”, declarou o senador a jornalistas no Senado. Ele também sustentou que, caso as informações sejam confirmadas, a permanência do magistrado na Corte se tornaria insustentável.
Flávio ainda acusou Moraes de ter atuado de maneira incompatível com sua posição no STF e levantou suspeitas de possível favorecimento a Vorcaro. Essas afirmações, porém, representam a interpretação e as acusações feitas pelo senador e não significam, por si só, comprovação de irregularidade praticada pelo ministro.
Em resposta, o escritório de Viviane Barci de Moraes declarou que consultou Alexandre de Moraes apenas para verificar a existência de eventuais impedimentos legais para a contratação. Segundo a banca, o ministro constatou que não havia processos sob sua relatoria envolvendo o Banco Master e que ele jamais julgou causa relacionada à instituição.
As novas revelações ampliam a pressão política sobre Moraes e devem alimentar novos pedidos de investigação e manifestações no Congresso sobre sua permanência no STF.
Fontes: CNN Brasil e Poder360

Mensagens encontradas pela Polícia Federal no celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, mostram que o banqueiro teria procurado o ministro Alexandre de Moraes pouco antes de sua primeira prisão, em novembro de 2025.
Em 15 de novembro, Vorcaro teria perguntado se já deveria deixar o Brasil para evitar uma possível prisão: “Acha que segunda já tenho que estar fora?” No dia seguinte, voltou a questionar: “Você acha que existe alguma chance disso acontecer amanhã de manhã?”
Dois dias depois, em 17 de novembro, data em que acabou preso, Vorcaro novamente teria enviado mensagens a Moraes. Pela manhã, escreveu: “Fiz uma correria aqui para tentar salvar. Alguma novidade? Conseguiu ter notícia ou bloquear?” Segundo reportagens, Moraes teria respondido, mas o conteúdo dessas respostas não pôde ser recuperado porque foram enviadas como mensagens de visualização única.
Naquele mesmo dia, Vorcaro foi preso pela Polícia Federal no Aeroporto Internacional de Guarulhos, enquanto tentava embarcar em um jato particular. As informações disponíveis apontam que o destino final seria Dubai, com escala em Malta; outras reportagens mencionam Malta como destino do voo.
As mensagens fazem parte dos dados extraídos do celular de Vorcaro durante as investigações sobre o Banco Master. A Polícia Federal identificou registros que associam as conversas a Moraes, embora o ministro negue ter recebido essas mensagens e afirme que os registros não comprovam que os conteúdos tenham sido direcionados a ele.
O episódio ganhou ainda mais destaque nesta terça-feira (1º), depois que o ministro André Mendonça solicitou novos esclarecimentos à PGR e determinou o levantamento de informações sobre as mensagens envolvendo Moraes, Andrei Rodrigues e Paulo Gonet.
Fontes: O Globo, Estadão, Folha de S.Paulo e Metrópoles.
Em 15 de novembro, Vorcaro teria perguntado se já deveria deixar o Brasil para evitar uma possível prisão: “Acha que segunda já tenho que estar fora?” No dia seguinte, voltou a questionar: “Você acha que existe alguma chance disso acontecer amanhã de manhã?”
Dois dias depois, em 17 de novembro, data em que acabou preso, Vorcaro novamente teria enviado mensagens a Moraes. Pela manhã, escreveu: “Fiz uma correria aqui para tentar salvar. Alguma novidade? Conseguiu ter notícia ou bloquear?” Segundo reportagens, Moraes teria respondido, mas o conteúdo dessas respostas não pôde ser recuperado porque foram enviadas como mensagens de visualização única.
Naquele mesmo dia, Vorcaro foi preso pela Polícia Federal no Aeroporto Internacional de Guarulhos, enquanto tentava embarcar em um jato particular. As informações disponíveis apontam que o destino final seria Dubai, com escala em Malta; outras reportagens mencionam Malta como destino do voo.
As mensagens fazem parte dos dados extraídos do celular de Vorcaro durante as investigações sobre o Banco Master. A Polícia Federal identificou registros que associam as conversas a Moraes, embora o ministro negue ter recebido essas mensagens e afirme que os registros não comprovam que os conteúdos tenham sido direcionados a ele.
O episódio ganhou ainda mais destaque nesta terça-feira (1º), depois que o ministro André Mendonça solicitou novos esclarecimentos à PGR e determinou o levantamento de informações sobre as mensagens envolvendo Moraes, Andrei Rodrigues e Paulo Gonet.
Fontes: O Globo, Estadão, Folha de S.Paulo e Metrópoles.
