“Nenhum homem manda em mim!”, frequentemente associada à defesa da autonomia feminina
A repercussão das acusações contra o deputado federal André Janones voltou a provocar ironias nas redes sociais. Internautas passaram a questionar a postura de mulheres que defendem o feminismo, mas continuam apoiando politicamente o parlamentar, acusado de violência psicológica por sua ex-companheira.
A frase “Nenhum homem manda em mim!”, frequentemente associada à defesa da autonomia feminina, virou alvo de ironia com a resposta “Sim, senhor, Janones!”, em uma crítica à suposta contradição entre o discurso de independência e o apoio ao deputado.
A polêmica ganhou força após voltarem a circular relatos de Leandra Guedes, prefeita de Ituiutaba (MG) e ex-companheira de Janones. Ela acusa o parlamentar de ameaças, violência psicológica e suposta chantagem envolvendo imagens íntimas.
O caso chegou à Justiça de Minas Gerais, que concedeu medidas protetivas em favor de Leandra, incluindo restrições de aproximação e contato. Janones nega ter cometido qualquer crime e contesta as acusações, que não representam uma condenação judicial.
Nas redes sociais, críticos questionam se o combate ao machismo e à violência contra mulheres deve seguir os mesmos princípios independentemente da posição política do acusado.
E você, acredita que existe contradição entre o discurso feminista e a defesa de políticos acusados de violência contra mulheres? O que acha dessa polêmica?

Um levantamento publicado pelo Poder360 nesta quinta-feira (22) revelou que artistas que manifestaram apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não compareceram às urnas no primeiro turno das eleições presidenciais de 2026, realizado em 4 de outubro.
Entre os nomes identificados estão a cantora Anitta, o rapper Matuê, o humorista Fábio Porchat e os atores Bruno Gagliasso e Luana Piovani.
Segundo o levantamento, realizado por meio de consultas ao site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Anitta, Porchat e Gagliasso tiveram seus pedidos de justificativa de ausência aceitos pela Justiça Eleitoral.
O caso de Anitta chama atenção porque, após o primeiro turno, a artista publicou um vídeo declarando apoio a Lula e afirmando que acreditava na vitória do petista já na primeira etapa da eleição. A cantora reconheceu ter subestimado a força do bolsonarismo.
Bruno Gagliasso também participou de uma mobilização de apoio ao presidente no segundo turno, publicando uma fotografia fazendo o tradicional gesto do “L”, em uma iniciativa divulgada pelo grupo “Exército do Lula”, coordenado pelo deputado André Janones.
Já o rapper Matuê e a atriz Luana Piovani aparecem com os títulos eleitorais cancelados. Segundo as regras do TSE, o cancelamento pode ocorrer quando o eleitor deixa de votar, justificar a ausência ou pagar as multas correspondentes por três eleições consecutivas.
É importante destacar que os artistas possuem situações eleitorais diferentes. Enquanto alguns justificaram legalmente a ausência, outros apresentam pendências cadastrais. O levantamento também identificou o cantor Marrone, apoiador de Flávio Bolsonaro, com o título cancelado.
A divulgação das informações acontece às vésperas do segundo turno presidencial, marcado para domingo, 25 de outubro, quando Lula e Flávio Bolsonaro disputarão a Presidência da República.
O contraste entre as manifestações públicas de apoio político e a ausência de artistas nas urnas levantou questionamentos sobre a participação eleitoral de personalidades que utilizam suas redes sociais para defender candidatos.
E você, o que acha de artistas que fazem campanha para candidatos, mas não comparecem às urnas para votar?

A revista americana The New Yorker publicou uma análise sobre o futuro político de Lula e avaliou que o presidente pode sofrer uma derrota nas eleições, em meio ao crescimento da direita na América Latina.
O artigo, assinado pelo jornalista Ishaan Tharoor, destaca o desempenho de Flávio Bolsonaro no primeiro turno e aponta que uma eventual vitória do candidato do PL poderia aproximar o Brasil de outros países latino-americanos que passaram a eleger governos de direita.
O texto também avalia que, mesmo se Lula vencer por uma pequena diferença, poderá enfrentar dificuldades para governar diante da força da direita no Congresso e nos governos estaduais.
A publicação recebeu o título de “A última dança de Lula” e analisa os desafios enfrentados pelo presidente nesta disputa eleitoral.
Fonte: The New Yorker; reportagem da Folha de S.Paulo
