Nunes Marques leva uísque para tentar agradar Lula, mas é detonado

Publicado em: 14/07/2026 09:56
Lula durante agenda em São José dos Campos
Lula durante agenda em São José dos Campos, no interior de São Paulo. Foto: Reprodução

O ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), buscou uma aproximação com o presidente Lula para tentar emplacar o aliado Henrique Gouveia da Cunha como desembargador no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1). Com informações da coluna de Bela Megale.

A conversa entre os dois incluiu uísque levado pelo magistrado, mas não produziu o resultado esperado por Nunes Marques. Lula relatou a aliados estranhamento com movimentos recentes do ministro, principalmente no comando do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Uma das decisões que incomodaram o presidente foi a suspensão da divulgação de uma pesquisa AtlasIntel que indicava queda nas intenções de voto de Flávio Bolsonaro. O ato ocorreu a pedido da campanha do candidato.

A campanha de Flávio alegou prejuízo por causa de um áudio usado na última etapa da pesquisa. Na gravação, ele pedia a Daniel Vorcaro recursos para financiar um filme inspirado na biografia do pai.

O ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF) – Foto: Reprodução

Pedido de indicação ao TRF-1 aumenta pressão sobre Lula

Henrique Gouveia da Cunha, nome defendido por Nunes Marques, atua como juiz auxiliar do ministro. A articulação mira uma vaga de desembargador no TRF-1, tribunal com jurisdição sobre processos federais de diferentes regiões do país.

Lula sinalizou a interlocutores que não deve se apressar na escolha para o tribunal. A indicação passou a envolver não apenas o interesse do ministro do STF, mas também o cuidado do Planalto com decisões recentes tomadas na Justiça Eleitoral.

O presidente já acolheu indicações associadas a Nunes Marques em outras ocasiões. Entre os nomes citados estão João Carlos Mayer, para o TRF-1, e Carlos Brandão, para o Superior Tribunal de Justiça (STJ).

A indicação de Henrique Gouveia da Cunha, porém, não deve seguir um caminho simples diante do incômodo relatado por Lula a aliados. A decisão sobre a vaga no TRF-1 permanece nas mãos do presidente, que indicou não ter pressa para definir o nome.

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