Operação da PF mira suspeitos de vazar dados da Receita de ministros do STF e familiares

Publicado em: 17/02/2026 12:49

Megavazamento: Dados de ministros do STF estão à venda na internet
Presidente do STF, Fux pediu providências e considerou o caso “gravíssimo”.

Semana passada um megavazamento de dados pessoais veio à tona: 220 milhões de brasileiros tiveram sua privacidade exposta. O conteúdo envolve não apenas o CPF dos cidadãos, mas também dados de score de crédito, ocupação, escolaridade, foto de rosto, título de eleitor, entre outros.

Agora, o Estadão noticiou que dados de algumas das maiores autoridades do país estão à venda na internet. Entre os afetados estão o presidente Jair Bolsonaro, o ex-presidente da Câmara, Rodrigo Maia, o ex-presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e os 11 ministros do STF.

 

O hacker está oferecendo informações em 37 categorias: básico simples, básico completo, e-mail, telefone, endereço, mosaic (um serviço oferecido pelo Serasa), ocupação, score de crédito, registro geral, título de eleitor, escolaridade, empresarial, Receita Federal, classe social, estado civil, emprego, afinidade, modelo analítico, poder aquisitivo, fotos de rostos, servidores públicos, cheques sem fundos, devedores, bolsa família, universitários, conselhos, domicílios, vínculos, LinkedIn, salário, renda, óbitos, IRPF, INSS, FGTS, CNS, NIS e PIS.

Entre os ministros da Suprema Corte, Ricardo Lewandowski é o mais afetado, com dados em 26 categorias. O presidente do STF, Luiz Fux, tem dados ofertados em 23 categorias. Todos outros também têm dados em mais de 20 categorias: Dias Toffoli (25), Luiz Roberto Barroso (25), Alexandre de Moraes (24), Gilmar Mendes (24), Rosa Weber (23), Nunes Marques (23), Edson Fachin (22), Cármen Lúcia (21) e Marco Aurélio (21).

Segundo a reportagem do Estadão, “não é possível saber se os criminosos têm as informações ou não, mas é muito difícil que não tenham. As amostras foram claramente exportadas por uma ferramenta interna de consulta do hacker”.

Providências

Após a notícia vir a público, o presidente do STF, ministro Luiz Fux, pediu providências. Foram enviados ofícios ao ministro da Justiça, André Mendonça, e ao ministro Alexandre de Moraes, relator do Inq 4.781, que apura ofensas e ameaças aos ministros do STF.

Fux também considerou gravíssimo o vazamento anunciado de dados de milhões de brasileiros, inclusive com informações sobre as relações familiares.

Leia a íntegra do ofício enviado ao ministro da Justiça.

Leia a íntegra do ofício enviado ao ministro Alexandre de Moraes.

O link: https://www.migalhas.com.br/quentes/339790/megavazamento-dados-de-ministros-do-stf-estao-a-venda-na-internet

Os mandados de prisão foram cumpridos em SP, Bahia e Rio de Janeiro, em ação autorizada por Alexandre de Moraes, a partir de representação da PGR – Foto: Divulgação/PF
Porto Velho, RO – A Polícia Federal cumpriu quatro mandados de busca e apreensão contra servidores públicos acusados de vazar dados sigilosos sobre ministros do Supremo Tribunal Federal e de seus parentes, nesta terça-feira 17. A batida policial ocorreu em três estados: São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia.Os mandados foram cumpridos por determinação do ministro Alexandre de Moraes, a partir de representação da Procuradoria-Geral da República. Os investigadores buscam saber como funcionários da Receita Federal quebraram ilegalmente sigilo de ministros do Supremo e de parentes deles sem aval.

Segundo a PF, além das buscas, foram determinadas medidas cautelares, entre elas o monitoramento por tornozeleira eletrônica, o afastamento do exercício de função pública, o cancelamento de passaportes e a proibição de saída do País.

No domingo 15, o jornal Folha de São Paulo revelou que, por ordem de Moraes, o Fisco deu início a um pente fino em seus sistemas para verificar se houve quebra de sigilo de dados de cerca de 100 pessoas. A lista conta com pais, filhos, irmãos e cônjuges dos dez ministros do STF, de acordo com a publicação.

O rastreamento de possíveis quebras de sigilo se encaixa no contexto da crise institucional entre os Poderes e órgãos públicos provocada pelas fraudes financeiras do Banco Master. Reportagens sobre a relação de Daniel Vorcaro, dono do banco, com ministros da Corte levantaram suspeitas de que os magistrados e seus parentes poderiam ter tido seus sigilos fiscal e bancário devassados.

A ordem para verificar possíveis acessos irregulares foi dado no âmbito do Inquérito das Fake News, que apura ataques coordenados contra integrantes do STF nas redes sociais. Um relatório sobre os achados da Receita deve ser entregue ao Supremo após o Carnaval.

Fonte: Carta Capital

STF divulga nomes de servidores suspeitos de vazamentos. Veja quem são

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Tribunais e poder judiciário
Vinícius Schmidt/Metrópoles
Fachada STF na Praça dos Três Poderes Brasília DF Metrópoles

O Supremo Tribunal Federal (STF) divulgou, nesta terça-feira (17/2), os nomes dos quatro servidores que foram alvo de operação da Polícia Federal (PF) suspeitos de vazarem dados de autoridades, entre elas de familiares de ministros da Corte.

Segundo o STF, os servidores são: Luiz Antônio Martins Nunes, Luciano Pery Santos Nascimento, Ruth Machado dos Santos e Ricardo Mansano de Moraes, que são servidores da Receita Federal ou funcionários públicos de outros locais que estão cedidos ao órgão.

Os mandados foram cumpridos nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. A operação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que atendeu a uma solicitação da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Como mostrou o Metrópoles, na coluna da Andreza Matais, investigações apontam que o sigilo fiscal da esposa do ministro Alexandre de Moraes, Viviane Barci de Moraes, foi quebrado indevidamente.

Além dela, o filho de outro ministro do Supremo teve a declaração de Imposto de Renda acessada sem autorização. As investigações estão dentro do Inquérito 4.781, conhecido como inquérito das fake news.

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES – BRASIL

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