“Operação Reduto transforma gestão de Alex Redano em alvo de forte desgaste político”.

Alex Redano tenta reagir ao desgaste da Operação Reduto, mas pressão política deve aumentar
A Operação Reduto, deflagrada pela Polícia Federal em conjunto com o Ministério Público do Estado de Rondônia, continua produzindo fortes reflexos no cenário político estadual. Entre os nomes alcançados pela investigação está o presidente da Assembleia Legislativa de Rondônia (ALE-RO), deputado estadual Alex Redano (Republicanos), que passou a enfrentar um ambiente de intensa pressão política e institucional.
Nos bastidores da Assembleia, a movimentação de Redano para conter o desgaste de sua imagem já é tema recorrente entre parlamentares, assessores e observadores da política rondoniense. Segundo relatos, o presidente da Casa teria buscado reforçar sua aproximação com servidores e comissionados em uma tentativa de demonstrar normalidade administrativa em meio à repercussão da operação.
O fato, porém, é que a investigação alcançou pessoas próximas ao núcleo político do parlamentar. Entre elas estão o ex-secretário-geral da Assembleia Legislativa, Rogério Gago, conhecido como “Tigrão”, aliado de longa data de Redano desde os tempos em que ambos atuavam na política de Ariquemes, e o motorista Reginaldo Correia de Lima, servidor vinculado à estrutura da Assembleia.
As investigações conduzidas pelas autoridades buscam esclarecer a origem e a movimentação de recursos financeiros identificados durante a operação, bem como eventuais responsabilidades dos envolvidos. Também chama atenção o fato de que a prefeita de Ariquemes, Carla Redano, esposa do presidente da Assembleia, figura entre os alvos das apurações.
Embora a operação ainda esteja em fase investigatória e os envolvidos tenham direito à ampla defesa e ao contraditório, o desgaste político é inevitável. Em ano pré-eleitoral, adversários e aliados acompanham atentamente cada novo desdobramento do caso.
Para Alex Redano, o desafio não será apenas jurídico. O presidente da Assembleia terá de enfrentar o julgamento político da opinião pública e responder aos questionamentos que surgirão durante o processo eleitoral de 2026. Em um cenário de forte exposição midiática e cobrança por transparência, cada esclarecimento poderá ser determinante para seu futuro político e para a manutenção de sua influência dentro da Assembleia Legislativa.
Fonte:www.ouropretoonline.com
